Múmia
Múmia | |
|---|---|
| Corpo mumificado atribuído a Ramessés I. | |
| Definição | Corpo humano ou animal com tecidos moles preservados |
| Processos | Mumificação natural ou intencional |
| Estudo | Arqueologia, radiologia e análises biológicas |
Uma múmia é o corpo de um ser humano ou de outro animal cujos tecidos moles se conservaram após a morte. A preservação pode ocorrer por um tratamento intencional, como o embalsamamento, ou por condições naturais que retardam a decomposição, como a secura, o frio intenso e a falta de oxigênio. O processo recebe o nome de mumificação.[1][2] Embora algumas definições mais restritas se refiram apenas a corpos embalsamados, a palavra também é usada para os que se conservaram sem intervenção humana.
As múmias foram encontradas em todos os continentes, inclusive na Antártida, onde o frio e a aridez conservaram carcaças de focas.[3] Além do Antigo Egito, a mumificação intencional foi praticada por povos da América e da Ásia. A preservação natural também ocorre em ambientes como desertos, geleiras e turfeiras.[1] Os egípcios mumificavam pessoas e animais, entre eles gatos e íbis-sagrados. O número de múmias de animais depositadas nos cemitérios egípcios é estimado em milhões.[4][5]
O estudo das múmias permite examinar os corpos, as doenças e os costumes funerários de populações do passado. Além da observação dos tecidos e dos objetos que acompanham os mortos, são usados exames de tomografia, análises de DNA e de isótopos. Esses métodos podem fornecer informações sobre alimentação, parentesco e preparação dos corpos sem que seja necessário retirar todas as bandagens.[1]
Etimologia e significado
[editar | editar código]A palavra portuguesa múmia vem do árabe mumya, "cadáver embalsamado", que deriva do persa mum, "cera". O termo português abrange os corpos embalsamados e aqueles que se conservaram naturalmente por dessecação.[6]
Usos históricos e em outras línguas
[editar | editar código]A palavra inglesa mummy vem do latim medieval mumia, tomado do árabe medieval mūmiya, مومياء, que designava um cadáver embalsamado e a substância betuminosa usada no embalsamamento. O termo árabe veio do persa, no qual significava asfalto, e deriva de mūm, "cera".[7][8] Nesse idioma, o sentido de "cadáver preservado por dessecação" se desenvolveu depois da Idade Média.[9] No inglês médio, mummy designava uma preparação medicinal feita de múmias, e não o cadáver inteiro. Em 1599, Richard Hakluyt reclamou que "esses cadáveres são a múmia que os médicos e boticários nos fazem engolir contra a nossa vontade".[10] Essas substâncias recebiam o nome de Mumia (substância).
O Oxford English Dictionary define o inglês mummy como "o corpo de um ser humano ou animal embalsamado, pelo método egípcio antigo ou outro semelhante, como preparação para o sepultamento", com exemplos desse uso desde 1615.[11] Já a Cyclopædia, de Ephraim Chambers, e o zoólogo vitoriano Francis Trevelyan Buckland[12] empregavam uma definição mais ampla, "um corpo humano ou animal dessecado pela exposição ao sol ou ao ar. Também aplicado à carcaça congelada de um animal preso em neve pré-histórica".
As vespas do gênero Aleiodes são chamadas em inglês de "vespas-múmias".[13] Suas larvas se desenvolvem dentro de lagartas, cujos corpos morrem e se tornam múmias antes de abrigar a pupa[nota 1] da vespa.[15]
História dos estudos de múmias
[editar | editar código]O interesse pelo estudo das múmias remonta ao Egito ptolemaico, mas os exames científicos sistemáticos se concentraram a partir do início do século XX.[16] Antes disso, muitas múmias encontradas eram vendidas como curiosidades ou para usos pseudocientíficos, entre eles a preparação de Mumia (substância).[17] Em 1896, Walter König radiografou uma múmia infantil egípcia em Frankfurt, poucos meses depois da descoberta dos raios X.[18] No Cairo, professores da Escola Governamental de Medicina, de ensino em inglês, examinaram múmias a partir de 1901. Em 1903, Grafton Elliot Smith e Howard Carter usaram o único aparelho de raios X disponível na cidade para examinar o corpo mumificado de Tutmés IV.[19] O químico britânico Alfred Lucas analisou as substâncias empregadas no embalsamamento de múmias egípcias e participou dos estudos sobre Tutancâmon em 1922.[20]
O estudo das doenças em múmias recebeu atenção desigual ao longo do século XX.[21] Em 1992, o Primeiro Congresso Mundial de Estudos de Múmias reuniu mais de trezentos cientistas em Puerto de la Cruz, em Tenerife, nas ilhas Canárias, para discutir quase um século de dados acumulados. O encontro incentivou novas pesquisas e a integração de informações biomédicas e bioarqueológicas em bases de dados. As técnicas específicas de cada equipe haviam dificultado essa integração.[22]

A tomografia computadorizada permite examinar digitalmente o interior de uma múmia sem desembrulhá-la nem danificar o corpo.[23] As imagens podem mostrar detalhes como os pequenos pedaços de linho colocados nas narinas e permitir sua reconstrução em três dimensões.[24] Esses modelos são usados em autópsias digitais para investigar doenças, causas de morte e condições de vida, como nos exames da múmia de Tutancâmon.[25]
Em 2025, nove múmias do Museu Egípcio, no Cairo, foram examinadas com técnicas de análise química e avaliação de odores. Os pesquisadores distinguiram substâncias que podiam vir do embalsamamento, de tratamentos de conservação e da deterioração dos materiais. O painel que avaliou os odores percebeu notas amadeiradas, adocicadas e de especiarias. Como alguns compostos ocorrem em resinas[nota 2] antigas e em produtos usados mais tarde, sua origem nem sempre pôde ser determinada.[27]
Tipos
[editar | editar código]As múmias antropogênicas foram produzidas deliberadamente, em geral por motivos religiosos. As espontâneas, como Ötzi e as múmias maronitas, se conservaram sem essa intenção, sob calor muito seco, frio intenso ou condições ácidas e pobres em oxigênio, como as das turfeiras.[22] A maioria dos exemplares se enquadra em uma dessas categorias, embora existam casos que não se ajustam a elas. Uma mesma cultura também pode reunir múmias dos dois tipos, como no Egito antigo e nas culturas andinas da América do Sul.[28] Corpos mumificados foram encontrados sob igrejas cristãs, entre eles o do vigário Nicolaus Rungius, na Igreja de São Miguel, em Keminmaa, na Finlândia.[29][30]
Múmias egípcias
[editar | editar código]| HIERÓGLIFO | ||||
| Múmia, sˁḥ |

As primeiras múmias do Egito antigo foram por muito tempo atribuídas apenas às condições naturais dos sepultamentos.[31][32] Em 2014, uma pesquisa de onze anos das universidades de York, Macquarie e Oxford apresentou indícios de embalsamamento cerca de 1.500 anos antes do que se admitia.[33] Em 2018, análises de uma múmia de 5.600 anos conservada em Turim confirmaram o uso deliberado de faixas de linho e de óleos com resina de coníferas[nota 3] e extratos de plantas aromáticas.[35][36]
Na religião egípcia antiga, a conservação do corpo era necessária para a existência após a morte. A mumificação integrava os ritos funerários ao menos desde a II dinastia, por volta de 2 800 a.C.[28] À medida que as técnicas se desenvolveram, as famílias mais ricas passaram a pagar por túmulos mais elaborados e embalsamamentos mais trabalhosos, que também expressavam sua posição social.[28][37] Na IV dinastia, por volta de 2 600 a.C., os embalsamadores já retiravam os órgãos internos por evisceração. Muitas etapas dessa experimentação inicial ainda são desconhecidas.
Entre os poucos textos que explicam diretamente a mumificação estão documentos do período greco-romano. A maioria dos papiros conservados trata dos ritos do embalsamamento, sem explicar as intervenções no corpo. O texto chamado Ritual de Embalsamamento contém instruções práticas, mas suas duas cópias conhecidas estão incompletas.[38][39] Também são poucas as imagens do processo. O túmulo de Tjay, designado TT23, é um dos dois conhecidos que mostram o enfaixamento de uma múmia.[40]
No livro II das Histórias, Heródoto apresentou uma das explicações mais detalhadas da mumificação egípcia, com o uso de natrão para desidratar o cadáver.[41] Mesmo assim, as passagens são curtas e pouco precisas. Grande parte das técnicas foi reconstruída pelo exame dos próprios corpos.[39]
Em 2008, tomografias de uma múmia de 2.400 anos mostraram uma ferramenta esquecida no interior do crânio.[42] Era uma haste de material orgânico usada para fragmentar o cérebro e permitir seu escoamento pelo nariz. O objeto documenta uma técnica diferente do gancho de ferro mencionado por Heródoto.[41] Em uma experiência de mumificação realizada em 1994, Bob Brier e Ronald Wade haviam constatado que era mais fácil liquefazer o cérebro e deixá-lo escorrer pela ação da gravidade do que retirá-lo aos pedaços com um gancho.[39]
Para retardar a decomposição, os embalsamadores retiravam os órgãos internos e lavavam o corpo com especiarias e vinho de palma[nota 4].[28] O coração permanecia no cadáver por ser considerado a sede do pensamento e dos sentimentos, necessária à existência após a morte.[28] Depois da limpeza, colocava-se natrão na cavidade vazia e sobre a pele para desidratar o corpo. As vísceras[nota 5] também eram secas e guardadas em vasos separados ou embrulhadas para serem recolocadas no cadáver. A secagem com natrão podia durar de 35 a 40 dias e era uma etapa de uma preparação que se estendia por cerca de setenta dias.[39][45]

Depois de desidratado, o corpo era envolvido em muitas camadas de linho, entre as quais os sacerdotes colocavam amuletos para proteger o morto.[28] A múmia recebia uma camada de resina para protegê-la da umidade do ar. A resina também era aplicada ao caixão para vedá-lo. O corpo era então depositado no túmulo com objetos que deveriam ajudar o morto na outra vida.[38]
O fungo Aspergillus niger, capaz de viver em diferentes ambientes, foi encontrado em múmias de túmulos egípcios. Seus esporos[nota 6] podem ser inalados quando os restos são manuseados.[47]
Entre os animais mumificados no Egito, a datação por radiocarbono de uma amostra de íbis-sagrados situou os corpos analisados aproximadamente entre 450 e 250 a.C.[48]
No Egito dos períodos ptolomaico e romano, algumas múmias recebiam etiquetas de madeira ou calcário, com inscrições geralmente em grego ou demótico[nota 7]. As etiquetas informavam o nome e outros dados sobre o morto, e podiam ser presas ao corpo por uma corda.[50][51]
O Papiro Louvre-Carlsberg, datado de cerca de 1 450 a.C., contém instruções de embalsamamento entre textos de medicina e tratamento de doenças da pele. Estudado por Sofie Schiødt em 2021, descreve a aplicação de linho vermelho embebido em substâncias aromáticas sobre o rosto do morto, repetida a cada quatro dias. O procedimento associado ao papiro divide os setenta dias de embalsamamento em 35 dias de secagem e 35 de enfaixamento e aplicação de substâncias aromáticas. Uma parte do manuscrito pertence ao Museu do Louvre, em Paris, e a outra à coleção de papiros da Universidade de Copenhague.[52]
Em uma oficina de embalsamamento de Sacará, usada entre cerca de 664 e 525 a.C., vasos com inscrições conservaram resíduos das misturas aplicadas aos mortos. A análise de 31 recipientes, publicada em 2023, encontrou combinações de gorduras, óleos e resinas que mudavam conforme a parte do corpo e a etapa do trabalho.[53]
Mumificação e posição social
[editar | editar código]
As técnicas de mumificação mudaram ao longo da história egípcia, e seu custo condicionava o acesso de cada grupo social a elas. Heródoto distinguiu três métodos, do que chamou de "mais perfeito" ao empregado pelas famílias mais pobres.[54]
Método "mais perfeito"
[editar | editar código]
O método mais caro combinava a desidratação do corpo com sua proteção contra insetos e outros organismos. O natrão retirava a água dos tecidos, enquanto parte dos óleos e resinas usados nos bálsamos tinha propriedades antibacterianas e antifúngicas.[45][53] No procedimento do Papiro Louvre-Carlsberg, palha embebida em substâncias aromáticas cobria o corpo entre as sessões de trabalho para afastar insetos e outros animais.[52]
Na descrição de Heródoto, o cérebro era retirado pelo nariz com um gancho de ferro e com substâncias destinadas a remover o que restasse do tecido cerebral.[55] A massa retirada era descartada. O exame de uma múmia mostrou que uma haste podia ser introduzida no crânio para fragmentar o órgão e deixá-lo escorrer. A mesma possibilidade foi testada na experiência de mumificação de Brier e Wade, em 1994.[42][39] Em seguida, abria-se uma incisão no flanco com uma lâmina de pedra etíope para retirar o conteúdo do abdômen. Heródoto não explicou a conservação separada das vísceras em vasos ou sua devolução à cavidade, embora os vestígios arqueológicos mostrem que ela integrava os embalsamamentos mais caros.
A cavidade abdominal era lavada com vinho de palma e uma infusão de ervas e especiarias trituradas. Depois era preenchida com substâncias como mirra e cássia, além de "toda espécie de especiaria, exceto incenso", na formulação de Heródoto, para conservar o corpo.
No relato de Heródoto, o cadáver permanecia em natrão por setenta dias, sem ultrapassar esse prazo.[55] Depois, os embalsamadores lavavam novamente o corpo e o envolviam com faixas de linho. A goma[nota 8] aplicada às faixas ajudava a colá-las. As propriedades de repelir a água e conter microrganismos provinham de bálsamos com ingredientes como resinas e óleos.[55][53]
O corpo era devolvido à família, que mandava fazer um caixão de madeira com forma humana para recebê-lo.[55] As famílias mais ricas o colocavam dentro de um sarcófago de pedra, que acrescentava outra proteção. Heródoto relatou que esse caixão de madeira era depositado no túmulo de pé, encostado à parede.[55][57]
Método para reduzir os gastos
[editar | editar código]O segundo método relatado por Heródoto era usado por famílias de recursos intermediários ou que desejavam "evitar despesas". No relato, injetava-se pelo ânus, com uma seringa, um óleo extraído de cedros, retido por um tampão. Heródoto atribuiu ao óleo a dissolução dos órgãos, que assim não precisariam ser retirados por uma incisão e guardados em vasos canopos. O corpo permanecia no natrão durante setenta dias. Depois, o tampão era retirado e o óleo com os órgãos liquefeitos escorria pelo reto. O cadáver desidratado era devolvido à família. Heródoto não explicou como essas múmias eram sepultadas, talvez em um túmulo de poço. As pessoas mais pobres usavam caixões de terracota.[54]
Método mais barato
[editar | editar código]O terceiro método consistia em limpar os intestinos com um Enema de líquido não identificado, deixar o corpo no natrão por setenta dias e devolvê-lo à família. Heródoto não forneceu outros detalhes.[55][58]
Múmias cristãs
[editar | editar código]Na tradição cristã, alguns corpos de santos considerados incorruptos são venerados.[59]
Mumificação em outras culturas
[editar | editar código]África
[editar | editar código]Fora do Egito, foram encontradas múmias em outras regiões do continente africano,[60] algumas com milhares de anos. No Egito, o cemitério de Ismant el-Kharab reuniu cinquenta corpos mumificados entre 169 sepultamentos identificados. Cerca da metade das múmias havia sido preparada deliberadamente, enquanto o restante se conservara sem esse tratamento.[61]
Ilhas Canárias
[editar | editar código]
As múmias das ilhas Canárias, sobretudo as dos guanches de Tenerife, são anteriores à colonização europeia. Relatos da época da conquista atribuem o embalsamamento a grupos especializados, separados conforme o sexo dos mortos, que eram considerados impuros pelo restante da comunidade.[62] O cuidado com o sepultamento variava conforme a posição social do morto. Os corpos eram envoltos em peles de animais, e poucos chegaram até o presente, devido a saques e profanações.[63][64]
A comparação com a mumificação egípcia levou à ideia de que os guanches também retiravam os órgãos e preenchiam as cavidades do corpo. As autópsias e tomografias das múmias guanches estudadas, porém, não encontraram sinais de retirada das vísceras ou do cérebro. O corpo era lavado com água e ervas aromáticas, seco ao sol e exposto ao calor e à fumaça de fogueiras. Substâncias absorventes e antissépticas[nota 9] ajudavam a conservá-lo. A mumificação abrangia cerca de 5% a 10% da população, sobretudo a elite.[62]
Líbia
[editar | editar código]No inverno de 1958 a 1959, uma expedição do arqueólogo Fabrizio Mori à Líbia encontrou os restos mumificados de uma criança na gruta de Uan Muhuggiag.[66] Depósitos e pinturas nas paredes haviam levado a equipe a escavar o local. Junto de fragmentos de ferramentas de osso animal, estava o corpo envolto em pele de animal, com um colar de contas feitas de casca de ovo de avestruz. O professor Tongiorgi, da Universidade de Pisa, obteve por datação radiocarbônica uma idade entre cinco mil e oito mil anos. Uma longa incisão no lado direito do abdômen e a ausência de órgãos internos apontavam para uma evisceração após a morte, possivelmente para conservar o corpo.[67] Um feixe de ervas dentro da cavidade abdominal também sustentava essa interpretação.[68] A criança tinha cerca de trinta meses quando morreu. O estado de conservação dos órgãos sexuais não permitiu determinar seu sexo.[69][70]
África do Sul
[editar | editar código]Em abril de 1999, Johan Binneman encontrou uma múmia nos montes Kouga, perto de Joubertina, no Cabo Oriental. Apelidada de Moses e divulgada na época como a primeira múmia do país, ela foi datada em cerca de dois mil anos.[71] Outros restos humanos com tecidos conservados já haviam sido recuperados em sítios da África do Sul, entre eles Eland Cave. O corpo de Kouga não era o primeiro caso de preservação desse tipo no país.[60] Depois de negociações com representantes khoisan e com o governo provincial, o corpo foi levado ao Museu Albany, em Grahamstown, para estudo.[60] Em outubro de 1999, o Conselho Nacional de Chefes Khoi anunciou que exigiria sua devolução.[72]
Ásia
[editar | editar código]
Muitas múmias asiáticas se conservaram por condições naturais dos sepultamentos, sobretudo nos sepultamentos áridos da bacia do Tarim e nas minas de sal do Irã.[73][74] Também foram encontradas múmias em climas mais úmidos, mas esses corpos podem se decompor rapidamente depois de retirados das sepulturas.
China meridional e Sudeste Asiático pré-históricos
[editar | editar código]Sepultamentos do sul da China, do Vietnã e da Indonésia, com idades entre cerca de 12 mil e 4 mil anos, conservam esqueletos muito contraídos[nota 10], vestígios de calor e, em alguns casos, marcas de fuligem. A combinação desses indícios foi interpretada como resultado da secagem dos corpos sobre fogo brando antes do enterro. A hipótese envolve um tratamento prolongado com calor e fumaça, comparado a práticas documentadas na Nova Guiné e na Austrália. Nesses achados pré-históricos, os indícios estão nos ossos e em sua disposição, não em tecidos moles preservados.[75][76]
China
[editar | editar código]Foram encontradas múmias de diferentes dinastias chinesas, entre elas as dos períodos Han, Song e Ming. Túmulos vedados, com camadas de argila ou misturas que continham cal, criaram condições de conservação mesmo em regiões de clima úmido. Após a escavação, as veias de Xin Zhui passaram a receber uma solução conservante. O corpo foi transferido para uma nova vitrine em 2003.[77][78]
Xin Zhui, também chamada de senhora de Dai, foi descoberta no início da década de 1970 no sítio arqueológico de Mawangdui, em Changsha.[77] Era esposa do marquês de Dai, da dinastia Han, sepultado no mesmo conjunto funerário, assim como um homem mais jovem considerado um parente próximo.[79] Dos três, apenas o corpo de Xin Zhui se conservou como múmia. Sua conservação permitiu que médicos do Instituto Médico Provincial de Hunan realizassem uma autópsia.[77] A causa exata dessa conservação permanece desconhecida.[80]
As múmias do Tarim receberam esse nome por terem sido encontradas na bacia do Tarim, cujo clima desértico seco favoreceu a dessecação. Mais de duzentas múmias com cerca de quatro mil anos foram escavadas em um cemitério da atual região de Xinjiang.[81] Os corpos estavam sob barcos invertidos, entre centenas de postes de madeira com cerca de quatro metros de altura, colocados no lugar de lápides.[81] Análises de DNA publicadas entre 2005 e 2010[82] relacionaram esses corpos ao haplogrupo R1a do cromossomo Y, encontrado em populações da Europa centro-oriental, da Ásia Central e do vale do Indo.[83] Em 2008, uigures, de língua túrquica, afirmavam que a região sempre pertencera à sua cultura, enquanto estudiosos situavam sua migração da Ásia Central para a área por volta do século X.[84] Em 2006, o sinólogo[nota 11] norte-americano Victor H. Mair afirmou que "as múmias mais antigas da bacia do Tarim eram exclusivamente caucasoides ou europoides", com a chegada de migrantes do leste asiático às partes orientais da bacia há cerca de três mil anos. Ele situou em 842 o estabelecimento dos povos uigures na região.[87]
Os genomas[nota 12] de treze indivíduos da Idade do Bronze da bacia do Tarim, analisados em 2021, sustentam a origem em uma população local geneticamente isolada, sem evidências de uma migração em larga escala de pastores das estepes[nota 13] ou das montanhas. Nesse grupo, as semelhanças de vestuário e economia com povos vizinhos não correspondiam a uma origem genética recente comum.[73] Outros restos mumificados foram recuperados em Qäwrighul, Yanghai, Shengjindian, Shanpula, também chamada de Sampul, Zaghunluq e Qizilchoqa.[90]
Irã
[editar | editar código]Até 2012, haviam sido recuperados pelo menos oito restos humanos mumificados na mina de sal de Douzlakh, em Chehr Abad, no noroeste do Irã.[91] Por terem sido conservados pelo sal, esses corpos são chamados de Homens de Sal.[92] Exames de carbono-14 feitos em 2008 dataram três dos corpos de cerca de 400 a.C.[91] Análises isotópicas apontaram que muitos dos indivíduos não eram originários da região da mina.[92] Os restos pertencem a períodos diferentes, o aquemênida, entre 550 e 330 a.C., e o sassânida, entre o século III e o século VII. As fraturas e os sinais de compressão dos corpos são compatíveis com acidentes de mineração em ocasiões distintas.[74] A ausência de indícios de ocupação permanente na área levou à interpretação de que a exploração do sal ocorria de forma temporária.[91]
Líbano
[editar | editar código]Em 1990, espeleólogos[nota 14] encontraram oito múmias do século XIII durante uma escavação de salvamento na gruta de 'Asi al-Hadath, no vale de Qadisha, no Líbano. A altitude e a secura da gruta haviam conservado os corpos naturalmente, entre eles o de uma criança apelidada de Yasmine. Cerâmicas com inscrições, manuscritos, roupas e práticas funerárias com paralelos em costumes libaneses relacionam o conjunto a uma comunidade maronita, cristã originária da região. O sepultamento também foi relacionado às incursões mamelucas documentadas no vale em 1283.[94] Parte dos corpos, chamados de "múmias maronitas", foi transferida para o Museu Nacional de Beirute.[94][95]
Coreia
[editar | editar código]
Na dinastia Joseon, entre os séculos XV e XIX, alguns sepultamentos favoreceram a mumificação espontânea dos corpos.[97] As práticas funerárias do neoconfucionismo coreano criaram condições que podem explicar essa conservação,[98] embora ela provavelmente fosse involuntária e pudesse ser vista como um sinal indesejável ou de mau agouro.[78]
Os túmulos eram vedados com uma mistura de cal, argila e areia, que isolava os corpos do ar em um clima pouco favorável à mumificação. Experiências que reproduziram a técnica apontaram que a reação da cal poderia liberar calor intenso e prolongado, capaz de matar bactérias.[78] As muitas roupas depositadas no túmulo também reduziam a quantidade de oxigênio disponível.[78] A pele e o cabelo conservados dessas múmias permitem exames médicos e genéticos,[97][78] usados para investigar doenças e condições de vida de indivíduos do período.[78]
Filipinas
[editar | editar código]As múmias de Kabayan pertencem à cultura igorot, em particular aos ibaloi. A prática se estendeu até o fim do século XIX, mas sua data de início não foi estabelecida com segurança. Há datações por radiocarbono entre quinhentos e oitocentos anos de idade para alguns exemplares, enquanto uma amostra de costela apresentou uma idade de 185 anos, com margem de 45 anos.[99] Seu nome vem da região de Kabayan, onde se concentra a maior parte dos exemplares.[100]
Sibéria
[editar | editar código]Em 1993, uma equipe de arqueólogos russos liderada por Natalia Polosmak encontrou a Donzela de Gelo da Sibéria, uma mulher da cultura cito-siberiana, no planalto de Ukok, nos montes Altai, perto da fronteira com a Mongólia.[101] O frio da estepe havia congelado o corpo. Também chamada de Princesa de Ukok, ela usava roupas trabalhadas, um adorno de cabeça e joias. Seis cavalos ornamentados e uma refeição simbólica para sua última viagem haviam sido sepultados ao seu lado.[102] Seu braço e sua mão esquerdos tinham tatuagens de animais estilizados, entre eles um cervo.[101]
Depois da escavação, a pele começou a se deteriorar e as tatuagens perderam parte da cor. Moradores da República de Altai, criada após a dissolução da União Soviética, pediram a devolução da múmia, que havia sido levada para Nova Sibéria (cidade), na Sibéria.[101][102][103] Em setembro de 2012, a múmia voltou à República de Altai e foi recebida pelo Museu Nacional Anokhin, em Gorno-Altaisk.[104]
Outra múmia siberiana, a de um homem do segundo túmulo de Pazyryk, foi encontrada em 1948.[105] Seu peito trazia tatuagens de dois monstros semelhantes a grifos. No braço esquerdo, três figuras parcialmente apagadas parecem mostrar dois cervos e uma cabra-montês.[101]
Europa
[editar | editar código]
Na Europa, foram encontradas múmias formadas por condições naturais e corpos preservados por intervenção humana.[106] As turfeiras conservaram corpos com pele e órgãos internos, enquanto os conventos capuchinhos guardaram centenas de mortos preparados para resistir à decomposição. Ötzi, uma das múmias mais antigas do continente, foi descoberto nos Alpes.
Portugal
[editar | editar código]
Nos concheiros[nota 15] de Arapouco e Poças de São Bento, no vale do Sado, foram encontrados sepultamentos de cerca de oito mil anos com esqueletos em posições muito contraídas. Em um dos casos, até os pequenos ossos dos pés continuavam articulados[nota 16]. Esses indícios foram interpretados como possíveis resultados da secagem dos corpos e do uso de amarras antes do sepultamento. Os tecidos moles não se preservaram, e a hipótese de mumificação depende da posição dos ossos e da comparação com experiências de decomposição.[108]
Em 2010, as múmias de Pabasa, Irtieru e Horsukhet, do Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, foram examinadas por tomografia no Lisbon Mummy Project. Os exames geraram imagens dos tecidos e das bandagens. Na múmia de Pabasa, permitiram observar peças de vidro ou pedra na região dos olhos.[109]
A preservação do corpo de Maria Adelaide deu origem a um culto popular em Arcozelo, em Vila Nova de Gaia. Seu corpo foi encontrado conservado na exumação[nota 17] de 1916 e passou a ser exposto em uma urna de vidro numa capela do cemitério.[111][112][113] O corpo da Santa de Vilar também recebeu devoção popular.[114][115][116][117]
Corpos de turfeira
[editar | editar código]Na Grã-Bretanha, na Irlanda, na Alemanha, nos Países Baixos, na Suécia e na Dinamarca, foram encontrados corpos de turfeira, depositados em turfeiras de esfagno, em alguns casos com sinais de morte violenta ou indícios de sacrifício ritual. A acidez da água, as baixas temperaturas e a falta de oxigênio combinaram-se para curtir a pele e outros tecidos moles. O esqueleto costuma se desintegrar com o tempo, mas a pele e os órgãos internos podem permanecer intactos. O conteúdo do estômago permite até reconstituir a última refeição do morto. A Mulher de Haraldskær foi encontrada por trabalhadores numa turfeira da Jutlândia, em 1835. Confundida com a lendária rainha norueguesa Gunhild, foi colocada num caixão de pinho oferecido por Frederico VI da Dinamarca, na igreja de São Nicolau, em Vejle. Ali permaneceu até 2012. O corpo passou a ser exposto no Kulturmuseet, enquanto o caixão ficou na igreja.[118] O Homem de Tollund, também encontrado na Dinamarca, em 1950, tinha o rosto e os pés tão bem preservados que parecia ter morrido pouco antes da descoberta. Foram conservados a cabeça, os pés e um polegar. O restante do corpo secou depois da descoberta, e a cabeça é exposta com uma reconstrução do corpo.[119][120]
Chéquia
[editar | editar código]
A maioria das múmias encontradas na Chéquia veio de criptas subterrâneas. Há indícios de preparação deliberada de alguns corpos, mas o ressecamento de muitos deles ocorreu naturalmente, pelas condições do interior das criptas.[121][122][123]
Na cripta capuchinha de Brno, os sepultamentos de frades e benfeitores ocorreram entre 1656 e 1784.[124] Os frades capuchinhos do convento colocavam os mortos no chão, com a cabeça apoiada em tijolos. A ventilação e o solo da cripta favoreceram a preservação natural dos corpos.[122][123]
Em meados da década de 1980, cerca de cinquenta múmias foram descobertas numa cripta abandonada sob a igreja de São Procópio de Sázava, em Vamberk.[125] Ao abrir uma vala, trabalhadores romperam acidentalmente a parede da cripta, que começou a receber águas residuais. Os corpos se deterioraram depressa, mas 34 foram resgatados e guardados temporariamente no Museu Distrital dos Montes Orlické, até serem levados ao mosteiro em 2000.[125] O conjunto reunia pessoas de idades e posições sociais diferentes, entre elas pelo menos duas crianças e um padre.[122][125] A maior parte das múmias de Vamberk é do século XVIII.[125]
As catacumbas de Klatovy abrigam múmias de jesuítas e de alguns aristocratas sepultados entre 1674 e 1783. No início do século XX, danos ao sistema de ventilação levaram à deterioração de 140 corpos, que foram sepultados no cemitério de São Tiago em 1937. Um sistema de ventilação renovado passou a preservar os 38 corpos expostos.[122][126]
Dinamarca
[editar | editar código]
Além dos corpos de turfeira, a Dinamarca tem múmias como as três de Borum Eshøj, a Mulher de Skrydstrup e a Jovem de Egtved, todas encontradas em túmulos cobertos por montes de terra.
Em Borum Eshøj, o caixão de uma mulher foi descoberto em 1871. Em 1875, escavações do Museu Nacional da Dinamarca encontraram outros dois caixões de carvalho, um com um homem de cerca de cinquenta a sessenta anos e o outro com um homem de cerca de vinte anos.[127] A mulher tinha entre cinquenta e sessenta anos e foi sepultada com placas ornamentais, uma placa de cinto e anéis de bronze, objetos que apontam para uma posição social elevada. Seu cabelo se desprendeu quando agricultores remexeram o caixão, por isso não se conhece o penteado original.[128] Os dois homens usavam saias, e o mais jovem tinha uma bainha[nota 18] com uma adaga de bronze. A datação da madeira situou os dois caixões masculinos por volta de 1348 e 1 344 a.C., com margens de incerteza de cerca de dez a dezoito anos.[127]
A Mulher de Skrydstrup foi encontrada num túmulo do sul da Jutlândia em 1935. O sepultamento foi tradicionalmente situado por volta de 1 300 a.C. Análises de carbono-14 do cabelo, publicadas em 2017, o situaram entre 1300 e 1 100 a.C. O exame do esqueleto e dos dentes indicou uma idade entre dezessete e dezoito anos. Os restos botânicos da sepultura apontam para um sepultamento no verão.[130] O cabelo tinha sido preso num penteado elaborado e coberto por uma rede de crina de cavalo. Uma touca de lã feita com a técnica de sprang também foi colocada no túmulo. Ela usava uma blusa de lã bordada na gola e nas mangas, um tecido preso à cintura por um cinto e dois brincos espiralados de ouro. Um pente de chifre estava preso ao cinto. Esses adornos são compatíveis com uma posição social elevada.[131]
A Jovem de Egtved, cujo sepultamento foi datado de 1 370 a.C., foi encontrada em 1921, num caixão fechado sob um monte de terra. Usava uma blusa curta, uma saia de cordões, um cinto com placa de bronze e braceletes do mesmo metal. Aos seus pés estavam restos cremados[nota 19] de uma criança. Junto à cabeça, havia uma caixa de casca de árvore com uma rede para cabelo e uma sovela de bronze.[133][134][133]
Hungria
[editar | editar código]Em 1994, foram encontrados 265 sepultamentos, datados de 1731 a 1838, nas criptas de uma igreja dominicana em Vác, na Hungria. Muitos dos corpos estavam naturalmente mumificados.[135] O conjunto passou a ser estudado e, em 2006, ganhou uma exposição no Museu de História Natural de Budapeste. Os caixões têm decorações elaboradas, sem dois exemplares iguais.[136]
Itália
[editar | editar código]
As diferenças de relevo e clima da Itália favoreceram casos de mumificação natural.[137] Múmias preservadas espontaneamente e corpos preparados por pessoas foram encontrados em sítios de épocas e culturas diferentes.
Em 1991, a múmia natural mais antiga da Europa foi descoberta nos Alpes de Ötztal, na fronteira entre a Áustria e a Itália. Apelidado de Ötzi, o homem viveu há cerca de 5.300 anos e teria pertencido ao grupo cultural Tamins-Carasso-Isera, do Tirol do Sul.[138][139] Uma análise de DNA conduzida por Walther Parson, da Universidade Médica de Innsbruck, encontrou dezenove homens que compartilhavam com Ötzi o grupo genético G-L91, herdado pela linhagem paterna. A ligação remonta a um antepassado comum de cerca de dez mil anos, sem demonstrar que esses homens sejam descendentes diretos dele.[140][138]
As Catacumbas dos Capuchinhos de Palermo foram construídas no século XVI pelos frades do convento capuchinho local. Destinadas inicialmente aos corpos de frades mumificados de propósito, passaram a receber outros moradores, para os quais o sepultamento ali era uma distinção social. Os enterros continuaram até a década de 1920, e o de Rosalia Lombardo foi um dos últimos. O levantamento apresentado pelo projeto de estudo das catacumbas em 2008 contabilizou 1.252 corpos expostos e seiscentos caixões, alguns deles vazios. A quantidade exata de corpos não estava estabelecida, e outras salas ainda continham caixões por investigar.[141]
Em 2010, obras de restauração reabriram a cripta da igreja da Conversão de São Paulo, em Roccapelago, povoado de Pievepelago. A igreja havia sido erguida no século XV sobre um castelo abandonado. Um compartimento antes usado para guardar canhões se tornou a cripta, que recebeu cerca de 281 mortos entre os séculos XVI e XVIII. Quando o espaço ficou cheio, foi fechado. O microclima conservou aproximadamente sessenta corpos mumificados. Parte do conjunto passou a ser exposta em um museu e na própria igreja, e os restos foram estudados por uma equipe de especialistas.[142]
América do Norte
[editar | editar código]Na América do Norte, a guarda e a exposição de múmias de povos indígenas deram origem a disputas sobre a devolução dos mortos às comunidades de origem. Conselhos indígenas recorreram à Justiça para recuperar os restos e sepultá-los novamente, de acordo com suas tradições. O tratamento e a guarda desses restos passaram a ser discutidos entre museus, pesquisadores e comunidades indígenas.[143]
Canadá
[editar | editar código]Kwäday Dän Ts'ìnchi, nome que significa "pessoa de muito tempo atrás encontrada" na língua tutchone meridional dos povos de Champagne e Aishihik, foi encontrado em agosto de 1999 por três caçadores[144] na borda de uma geleira do Parque Provincial de Tatshenshini-Alsek, na Colúmbia Britânica, no Canadá. Na apresentação inicial do projeto, Kwäday Dän Ts'ìnchi foi anunciado como a múmia bem preservada mais antiga descoberta na América do Norte.[145] A múmia de Spirit Cave, embora menos bem conservada, é muito mais antiga.[146] As primeiras datações por radiocarbono atribuíram ao corpo canadense uma idade de cerca de 550 anos.[145] Uma reavaliação publicada em 2007 situou a morte entre 1670 e 1850. A nova estimativa levou em conta a alimentação marinha, que pode aumentar a idade aparente de uma amostra em exames de radiocarbono, e a datação da roupa usada pelo homem.[147]
Groenlândia
[editar | editar código]
Em 1972, foram descobertas oito múmias numa antiga povoação inuíte chamada Qilakitsoq, na Groenlândia. Eram um bebê de seis meses, um menino de quatro anos e seis mulheres de idades diferentes, mortos cerca de quinhentos anos antes. As temperaturas abaixo de zero e os ventos secos da caverna preservaram naturalmente os corpos.[148][149]
México
[editar | editar código]No México pré-colombiano, corpos depositados em cavernas do norte do território eram envoltos em mantas de fibras vegetais, esteiras ou peles de animais e amarrados em fardos funerários. Os envoltórios absorventes e as condições dos sepultamentos favoreciam a dessecação dos tecidos. A maior parte das múmias mexicanas estudadas resultou de conservação natural.[150] A iconografia mesoamericana também reúne representações de fardos rituais e funerários. Incensários de Teotihuacán incorporavam pequenas máscaras humanas, mantas e outros elementos cerimoniais.[151] Em 2009, 36 múmias de Guanajuato foram expostas no Detroit Science Center.[152]
A mumificação natural ocorreu em lugares diferentes do México, entre eles Guanajuato.[153] Uma coleção desses corpos, em sua maioria do fim do século XIX, passou a ser exposta em 1969 no El Museo de las Momias, na cidade de Guanajuato.[154] O museu apresenta um feto mumificado como a menor múmia do mundo.[155] A preservação foi atribuída inicialmente a minerais do solo, mas pode ter resultado do clima quente e árido.[153][156] Há também múmias mexicanas expostas na pequena cidade de Encarnación de Díaz, em Jalisco.
Estados Unidos
[editar | editar código]O Homem de Spirit Cave foi descoberto em 1940, durante trabalhos de salvamento anteriores à extração de guano prevista para a região. Era um homem de meia-idade, encontrado vestido e deitado sobre uma manta de pele de animal. As análises de radiocarbono realizadas em 1996 situaram o sepultamento há cerca de 10,7 mil anos.[157] Os restos ficaram no Museu Estadual de Nevada, e, em 1997, a comunidade indígena local apresentou um pedido de devolução para um novo sepultamento.[157][143][146][158] Em 2000, após a recusa do Bureau of Land Management em devolver a múmia, a tribo Fallon Paiute-Shoshone recorreu à Justiça com base na lei de proteção e repatriação de sepulturas indígenas. Depois que o sequenciamento do DNA demonstrou parentesco com povos indígenas atuais, os restos foram devolvidos à tribo em 2016.[159]
Oceania
[editar | editar código]
Foram encontrados corpos mumificados na Austrália, na Nova Guiné, na Nova Zelândia e nas ilhas do estreito de Torres.[160] O estudo e a classificação dessas múmias foram mais difíceis que os de outras regiões.[161] Antes do século XX, os textos sobre a mumificação na Oceania eram escassos ou se limitavam a relatos isolados.[162] O interesse despertado pelos estudos das múmias egípcias estimulou exames de restos de outras culturas, entre elas as da Oceania.
Austrália
[editar | editar código]As tradições de mumificação dos povos aborígines da Austrália têm possíveis relações com as das ilhas do estreito de Torres.[162] Os procedimentos australianos empregavam menos recursos técnicos que os das ilhas, mas os rituais tinham aspectos semelhantes. Esses povos conseguiam mumificar o corpo inteiro, embora sem o mesmo acabamento obtido em ilhas menores. Uma explicação proposta é que a preparação precisava facilitar o transporte dos mortos por grupos com maior mobilidade.[162]
Nova Guiné
[editar | editar código]Até meados do século XX, o povo Angu, também chamado de Anga, da Papua-Nova Guiné, preservava os mortos pela defumação dos corpos.[163] Múmias desse povo permanecem em sítios da província de Morobe.
Estreito de Torres
[editar | editar código]As técnicas de mumificação das ilhas do estreito de Torres permitiam uma preservação mais elaborada que a obtida na Austrália continental.[162] O preparo começava com a retirada das vísceras. Os corpos eram colocados sentados numa plataforma e secavam ao sol ou sobre uma fogueira. Nos casos de defumação, alguns grupos recolhiam a gordura que escorria do corpo e a misturavam com ocre para produzir uma tinta vermelha, depois aplicada à pele da múmia.[164] Os mortos permaneciam nas plataformas com as roupas e os adornos que haviam usado em vida, antes de serem sepultados.[162][164]
Nova Zelândia
[editar | editar código]Alguns grupos maoris da Nova Zelândia conservavam cabeças mumificadas como troféus de guerra.[165] Chamadas de mokomokai, muitas foram adquiridas por europeus no século XIX, atraídos pela pele tatuada. Os compradores ofereciam mercadorias de valor em troca das cabeças, que acabaram em museus, dezesseis delas apenas na França. Em 9 de maio de 2011, numa cerimônia no Hôtel de Ville de Ruão, o conselho municipal devolveu uma dessas cabeças à Nova Zelândia, apesar da oposição anterior do Ministério da Cultura francês.[165][166]
Há indícios de que alguns grupos maoris também mumificaram corpos inteiros, embora o costume não pareça ter sido generalizado.[167] A existência desses corpos foi contestada no passado, e alguns especialistas chegaram a afirmar que nunca houvera múmias maoris.[168] A preservação de certos exemplares parece resultar do ambiente, enquanto outros têm sinais de intervenção humana. A combinação dos dois processos, como no Egito antigo, é uma das explicações para esses restos, mas os procedimentos exatos de preparação continuam em discussão.[167]
América do Sul
[editar | editar código]Na América do Sul, foram encontrados corpos mumificados de grande antiguidade, preservados de propósito ou por condições naturais.[169] A aridez do deserto costeiro do Peru e do Chile favoreceu a conservação. Muitos povos antigos deixavam os mortos em locais secos ou gelados, sem os procedimentos elaborados usados nas dinastias egípcias posteriores, embora alguns preparassem cirurgicamente os corpos para mumificá-los.[170] Os motivos para essa preparação incluíam a lembrança dos mortos, sua permanência entre os vivos e as oferendas religiosas.[171] Nos cemitérios pré-colombianos do Peru, foram encontrados numerosos corpos envolvidos em tecidos de trama fina.[172]
Na Argentina, uma cabeça naturalmente mumificada foi encontrada em 1936 na Cueva de las Momias, na província de Jujuy. Uma amostra de pele foi datada em 2005 em cerca de seis mil anos.[169]
Brasil
[editar | editar código]Na Caverna da Babilônia, em Minas Gerais, foram encontrados os corpos naturalmente mumificados de uma mulher e duas crianças. Doados a Pedro II e incorporados ao Museu Nacional, passaram por exames radiológicos e parasitológicos[nota 20]. Múmias naturais também foram encontradas em Itacambira e Unaí, no mesmo estado.[173]
No Museu Nacional, a múmia egípcia de Sha-Amun-en-su foi examinada por tomografia sem a abertura do caixão. As imagens permitiram observar os amuletos e produzir modelos tridimensionais do corpo. A mesma técnica esclareceu que outra múmia da coleção, catalogada como a de um recém-nascido humano, era de um gato.[174] O caixão de Sha-Amun-en-su foi perdido no incêndio de 2018, mas os exames anteriores conservaram um registro tridimensional para outros estudos.[175]
Cemitério de Chauchilla
[editar | editar código]O Cemitério de Chauchilla reúne restos humanos mumificados e objetos arqueológicos pré-hispânicos, a trinta quilômetros ao sul da cidade de Nazca, no Peru.
Múmias Chinchorro
[editar | editar código]
As múmias Chinchorro estão entre os corpos mumificados intencionalmente mais antigos já encontrados. Desde o V milênio a.C., durante um período estimado de 3.500 anos,[171] a cultura Chinchorro preparava seus mortos para a mumificação. Alguns procedimentos começavam com a retirada dos órgãos internos e da pele, e prosseguiam com a exposição ao clima quente e seco do deserto de Atacama.[171] Artesãos também preparavam muitos corpos com acabamento mais elaborado, mas a finalidade desses procedimentos é discutida.[171]
Múmias incas
[editar | editar código]

Nas regiões frias da Argentina, do Chile e do Peru, foram encontrados corpos do período inca, entre 1438 e 1532, preservados naturalmente. São chamados de "múmias de gelo".[176] No Chile, a primeira descoberta de uma dessas múmias ocorreu em 1954, no cerro El Plomo.[177][176] A Múmia de El Plomo era um menino que teria pertencido a uma família abastada, pela boa nutrição que o exame do corpo permitiu inferir. Até a descoberta de Juanita, em 1995, era apontada como a múmia de gelo mais bem preservada do mundo.[176] Exames publicados em 2026 encontraram uma fratura no crânio e lesões compatíveis com um golpe próximo ao momento da morte. Esses resultados levaram à revisão da antiga hipótese de que o menino teria morrido apenas de hipotermia.[178]
Juanita foi descoberta perto do cume do Ampato, nos Andes peruanos, pelo arqueólogo Johan Reinhard.[179] As cinzas quentes de uma erupção do vulcão Sabancaya haviam derretido o gelo e a neve que cobriam o corpo.[180] Ele permanecera congelado, sem ressecar, e grande parte da pele, dos músculos e dos órgãos internos conservava a estrutura original.[176] A hipótese de sacrifício ritual se apoia na proximidade relativa de Cusco, a capital inca, nas roupas elaboradas que vestia e nos objetos cerimoniais e abrigos temporários encontrados nas imediações.[176]
Em 1999, foram descobertas as múmias de Llullaillaco, na fronteira entre a Argentina e o Chile, outros exemplos de vítimas de sacrifícios incas preservadas pelo frio.[179] Os três corpos, de duas meninas e um menino, são relacionados ao ritual de qhapaq hucha.[181] As análises bioquímicas dos cabelos encontraram padrões diferentes de consumo de álcool e coca entre as três crianças. Na menina mais velha, a Donzela, o consumo de coca cresceu cerca de um ano antes da morte, e o de álcool aumentou nas últimas semanas. A bebida pode ter sido consumida na forma de chicha.[181][182] Além do uso ritual, essas substâncias podem ter sedado a Donzela. As folhas de coca mastigadas que ainda estavam em sua boca reforçam a interpretação de que ela as consumiu até perto da morte.[181][182]
Os imperadores incas e suas mulheres eram mumificados após a morte. Em 1533, os conquistadores espanhóis viram esses corpos em Cusco, muitas vezes acomodados em posições semelhantes às de pessoas vivas, nos palácios dos soberanos mortos, com servidores encarregados de cuidar deles. Os espanhóis se impressionaram com a preservação, que envolvia retirada de órgãos, embalsamamento e secagem pelo congelamento.[172]
A população reverenciava as múmias dos imperadores. Os espanhóis católicos interpretaram essa veneração como idolatria e, na campanha de 1559–1560 conduzida por Juan Polo de Ondegardo, confiscaram corpos de governantes incas.[183] Levados a Lima, eles foram expostos no Hospital San Andrés, onde começaram a se deteriorar com o clima úmido. Parte das múmias reais foi destruída durante a conquista. Os corpos levados ao hospital ainda eram mencionados no século XVII, mas seu destino final não foi documentado.[183][183][184]
Uma busca iniciada com exames de georradar em 2001 foi seguida por escavações no Hospital San Andrés em 2005. A equipe encontrou uma estrutura abobadada, possivelmente uma antiga cripta, quase vazia, com um pilar central e sinais de reformas. As múmias reais não foram localizadas.[183] É possível que os corpos tenham sido retirados durante obras posteriores a um terremoto.[184]
Automumificação
[editar | editar código]Alguns budistas veneram monges cujos corpos são tidos como incorruptos, por acreditarem que conseguiram mortificar a própria carne[nota 21] até a morte.[186] No Japão, os procedimentos funerários ligados a essas múmias passaram a sofrer restrições com o Código Penal de 1880, que afetava a manipulação de cadáveres e a abertura de sepulturas. Há casos de sepultamento preparados para esse culto ainda no início do século XX, como o de Bukkai Shōnin, cujo corpo foi sepultado em 1903 e exumado em 1978.[187]
Há relatos de monges do budismo maaiana que previam a própria morte e deixavam instruções para os discípulos. Estes os sepultavam sentados em posição de lótus, dentro de um recipiente com materiais que absorviam a umidade, como madeira, papel ou cal, cercado por tijolos. Depois de cerca de três anos, os corpos eram exumados. Se estivessem preservados, recebiam pintura e adornos de ouro.
Em santuários japoneses, expõem-se corpos apresentados como os de monges automumificados que, antes de morrer, teriam seguido uma dieta escassa de sal, nozes, sementes, raízes, casca de pinheiro e chá de urushi.[188]
Múmias modernas
[editar | editar código]Em março de 2014, o corpo naturalmente mumificado de María Cristina Fontana foi encontrado em sua casa em Buenos Aires. A data da morte ainda estava sob investigação quando a descoberta foi noticiada.[189]
Jeremy Bentham
[editar | editar código]Na década de 1830, Jeremy Bentham, fundador do utilitarismo, deixou instruções para que seu corpo fosse preservado após a morte. Queria que ele fosse apresentado numa demonstração de anatomia, para mostrar que o "horror à dissecação nasce da ignorância"[nota 22]. Depois, determinou a conservação das partes do corpo, inclusive do esqueleto, vestido com suas roupas e "sentado numa cadeira que eu costumava ocupar em vida, na atitude em que me sento quando estou pensando". A cabeça, cujo preparo não produziu o resultado esperado, ficou durante algum tempo entre os pés do esqueleto, antes de ser guardada em outro local, após um furto.[191] Uma cabeça de cera substituiu a verdadeira no conjunto exposto na University College London, enquanto a cabeça mumificada foi conservada separadamente.[192]
Vladimir Lenin
[editar | editar código]No início do século XX, o cosmismo, defendido por Nikolai Fiodorov, propunha a ressurreição dos mortos pela ciência. Após a morte de Vladimir Lenin, Leonid Krasin e Aleksandr Bogdanov sugeriram preservar pelo frio seu corpo e cérebro para reanimá-lo no futuro.[193] O equipamento necessário foi comprado no exterior, mas o plano não foi executado.[193] O corpo foi embalsamado e colocado em exposição permanente no Mausoléu de Lenin, em Moscou. O arquiteto Aleksei Shchusev tomou a Pirâmide de Djoser e o Túmulo de Ciro como modelos para o edifício.
Gottfried Knoche
[editar | editar código]No fim do século XIX, o médico de origem alemã Gottfried Knoche fez experiências de mumificação na fazenda Buena Vista, perto de La Guaira, na Venezuela. Um dos corpos que preparou, o de José Pérez, não tinha incisões no abdômen ou no tórax que indicassem a retirada dos órgãos internos. Uma incisão suturada no pescoço foi interpretada como o ponto de injeção do líquido de embalsamamento. A composição não foi estabelecida com certeza. Um testemunho do médico Max zur Verth atribuiu a conservação a uma solução saturada de cloreto de alumínio. O mausoléu que Knoche construiu recebeu os corpos dele e de familiares. Depois da morte da última moradora da propriedade, o túmulo foi profanado, e os restos embalsamados desapareceram.[194]
Summum
[editar | editar código]A organização esotérica Summum, fundada em 1975, passou a oferecer um serviço de "Mumificação Moderna", que reunia procedimentos atuais e aspectos de métodos antigos de preparação dos corpos. A primeira pessoa a passar formalmente por esse processo foi o fundador da organização, Summum Bonum Amen Ra, morto em janeiro de 2008.[195] O Discovery Channel apresentou a Summum como a "única empresa comercial de mumificação do mundo".[196]
Alan Billis
[editar | editar código]Em 2011, uma equipe chefiada pelo arqueólogo forense Stephen Buckley mumificou Alan Billis com técnicas baseadas em dezenove anos de estudos sobre o embalsamamento na XVIII dinastia egípcia. O procedimento foi filmado para o documentário Mummifying Alan: Egypt's Last Secret.[197][198] Alan havia autorizado a mumificação do corpo depois de receber, em 2009, o diagnóstico de câncer terminal. Seus restos foram levados ao Museu Gordon, em Londres.[199]
Amélia de Leuchtenberg
[editar | editar código]Amélia de Leuchtenberg, que viveu entre 1812 e 1873, foi imperatriz do Brasil como mulher de Pedro I do Brasil, também rei de Portugal com o nome de Pedro IV. Entre fevereiro e setembro de 2012, pesquisadores da Universidade de São Paulo exumaram seus restos, os de Pedro I e os de sua primeira mulher, Maria Leopoldina. O corpo de Amélia estava mumificado, com pele, cabelo e órgãos internos preservados. Os exames no Hospital das Clínicas encontraram uma incisão na veia jugular[nota 23], usada para injetar substâncias aromáticas, como cânfora e mirra, no embalsamamento original. Para a arqueóloga forense Valdirene Ambiel, a vedação do caixão ajudou a preservar o corpo ao impedir a proliferação de microrganismos. Antes do novo sepultamento, o corpo recebeu outro tratamento conservante. O método espanhol, aplicado para o traslado de 1982, foi usado novamente na conservação posterior. Após a deterioração da urna de zinco, ela foi substituída por outra de aço inoxidável, colocada dentro do féretro de madeira.[201][202][203]
Os restos de Amélia, de Pedro I e de Maria Leopoldina estão na cripta do Monumento à Independência do Brasil, em São Paulo.[201]
Plastinação
[editar | editar código]A plastinação conserva corpos ou partes deles para uso em anatomia. A água e a gordura são substituídas por plásticos, produzindo peças que podem ser tocadas, não exalam cheiro nem se decompõem e mantêm boa parte das características microscópicas do material original.
Gunther von Hagens criou a técnica em 1977,[204] quando trabalhava no instituto de anatomia da Universidade de Heidelberg. Patenteou o procedimento em países diferentes e o divulgou por meio das exposições itinerantes Body Worlds, que criou e dirigiu para apresentar corpos plastinados.[205] Também fundou e dirigiu o Instituto de Plastinação, em Heidelberg.
A plastinação é usada no ensino médico em mais de quatrocentas instituições de quarenta países.[206] A Sociedade Internacional de Plastinação, fundada em 1986, reúne profissionais e instituições interessados na técnica, promove a troca de informações e publica um periódico especializado.[207]
Uso de múmias antigas em épocas posteriores
[editar | editar código]

Na Idade Média, a confusão entre o betume e as substâncias usadas no embalsamamento levou à atribuição de propriedades medicinais às múmias. Corpos egípcios eram moídos e vendidos como remédio. Francis Bacon recomendou seu uso para conter hemorragias, e Robert Boyle, para quedas e contusões.[208][209]
Alguns comerciantes substituíam as múmias por cadáveres recentes de pessoas escravizadas, criminosos e suicidas, secos ao sol.[210] As autoridades no Egito reprimiram parte desse comércio. Em 1424, egípcios foram presos por ferver múmias para produzir óleo. A procura europeia, porém, manteve o negócio. No século XVI, o comerciante inglês John Sanderson enviou cerca de seiscentas libras[nota 24] de múmia para a Inglaterra.[209]
O comércio de múmias para uso medicinal cresceu até o fim do século XVI e persistiu nos séculos seguintes. O pó ainda era vendido para conter hemorragias.[212] Relatos sobre o chamado homem melificado, preparado com mel, também faziam parte dessa literatura medicinal.
Múmias humanas e de animais foram usadas para produzir o pigmento marrom-múmia. O pigmento foi comercializado até o século XX. O nome caput mortuum, "cabeça morta", também designa um pigmento vermelho de óxido de ferro, um material diferente do obtido de múmias.[213][214] O nome também foi aplicado a misturas de betume, óxidos, terras e resinas, como olíbano e resinas de pinheiro, que substituíam o material obtido dos corpos.[215] Há relatos de que, em 1890, cerca de 180 mil gatos mumificados foram enviados do Egito à Inglaterra para a fabricação de fertilizante.[216]
No século XIX, a egiptologia despertou o interesse de colecionadores europeus, sobretudo na Inglaterra vitoriana. Aristocratas compravam múmias e promoviam sessões em que as bandagens eram retiradas diante de convidados.[217][212] O cirurgião Thomas Pettigrew, apelidado de "Mummy Pettigrew", foi um dos promotores dessas sessões na Grã-Bretanha.[217] A retirada das bandagens e a exposição dos corpos ao ar danificavam os tecidos e podiam destruir as múmias.
O uso medicinal é documentado, mas relatos sobre a fabricação de papel e tintas, a adubação de terras e o emprego de múmias como combustível precisam ser examinados caso a caso.[218][219] Mark Twain escreveu sobre múmias usadas em locomotivas, em uma passagem que pode ter sido humorística.[220] Também circularam histórias sobre o reaproveitamento das bandagens para fabricar papel durante a Guerra Civil Americana.[220][221] A comprovação desses relatos é contestada.[222][223] Heather Pringle escreveu em The Mummy Congress que nenhum especialista em múmias havia autenticado a história do combustível e que Twain parecia ser sua única fonte publicada. Também não encontrou provas do "papel de múmia". Ao examinar esses relatos, Ben Radford criticou sua repetição sem verificação.[218]
Na cultura popular e nos museus
[editar | editar código]Em 2023, museus britânicos passaram a discutir com mais frequência o uso de expressões como "pessoa mumificada" e "restos mortais mumificados", além do nome da pessoa, quando conhecido. A escolha procurava lembrar que os corpos expostos haviam pertencido a pessoas e afastá-los da imagem de monstros sobrenaturais e maldições difundida pela ficção. Essas mudanças também faziam parte de uma revisão dos vieses históricos na apresentação do passado pelos museus. O Museu Britânico esclareceu que não havia proibido a palavra "múmia", ainda usada em suas galerias, mas que suas exposições mais recentes também empregavam outras expressões e os nomes dos mortos.[224][225]
Ver também
[editar | editar código]- Mumificação animal, preservação de animais para fins funerários ou religiosos
- Embalsamamento, tratamento de corpos para retardar a decomposição
- Decomposição, processos que alteram o corpo após a morte
- Plastinação, preservação de tecidos com polímeros
- Corpo incorrupto, corpos preservados em contextos religiosos
- Fóssil, restos e vestígios de organismos de épocas geológicas anteriores
- Corpos, exposição de corpos humanos preservados
- Mumia, preparação medicinal feita com material de múmias
- Lista de múmias testadas por DNA, exemplares submetidos a análises genéticas
- Múmias do Mosteiro da Luz, conjunto de corpos preservados no Brasil
Notas e referências
Notas
- ↑ A pupa é a fase entre a larva e o inseto adulto em animais como as vespas e os besouros.[14]
- ↑ Resinas são substâncias espessas e pegajosas produzidas por certas plantas, como os pinheiros.[26]
- ↑ Coníferas são o grupo de plantas a que pertencem os pinheiros.[34]
- ↑ O vinho de palma é feito com a seiva açucarada de palmeiras, que fermenta e produz álcool.[43]
- ↑ Vísceras são órgãos alojados nas cavidades do corpo, como os pulmões e o fígado.[44]
- ↑ Esses esporos são estruturas microscópicas de reprodução dos fungos e podem se espalhar pelo ar.[46]
- ↑ O demótico era uma escrita egípcia cursiva, com sinais simplificados para escrever à mão, usada em documentos e também em textos literários.[49]
- ↑ Aqui, goma é uma substância pegajosa de origem vegetal, usada como cola.[56]
- ↑ Substâncias antissépticas combatem os microrganismos que podem causar infecções.[65]
- ↑ Braços e pernas estavam muito dobrados e aproximados do tronco, de modo que o corpo ocupava pouco espaço na sepultura.[75]
- ↑ Um sinólogo estuda a China, suas línguas e sua civilização.[85][86]
- ↑ Genoma é o conjunto de todo o DNA de um organismo, onde estão as instruções para seu desenvolvimento e funcionamento.[88]
- ↑ As estepes são regiões relativamente secas, com vegetação formada sobretudo por plantas baixas.[89]
- ↑ Espeleólogos estudam cavernas e outras cavidades naturais.[93]
- ↑ Concheiros são depósitos de conchas e outros vestígios deixados por populações antigas, como restos de alimentos.[107]
- ↑ Em arqueologia, ossos articulados são aqueles que ainda estão dispostos em suas posições de união no corpo.[108]
- ↑ Exumação é a retirada de um corpo da sepultura.[110]
- ↑ A bainha é o estojo que cobre e protege a lâmina de uma arma, como uma adaga.[129]
- ↑ A cremação é a queima do corpo após a morte.[132]
- ↑ Esses exames procuram parasitas ou vestígios deles, como ovos, que podem revelar infecções sofridas em vida.[173]
- ↑ Mortificar significa, aqui, submeter o próprio corpo a penitências ou privações.[185]
- ↑ Dissecar é separar tecidos e órgãos de um corpo para estudar sua anatomia.[190]
- ↑ As veias jugulares ficam no pescoço e levam o sangue da cabeça e do pescoço para outras veias maiores.[200]
- ↑ Na definição atual, uma libra equivale a cerca de 454 gramas.[211]
Referências
- 1 2 3 Mummies: Educator's Guide (PDF) (em inglês). Nova Iorque: American Museum of Natural History. 2017. p. 2. Cópia arquivada (PDF) em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ «Múmia». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 17 de fevereiro de 2025
- ↑ Pewe, T. L.; Rivard, N. R.; Llano, G. A. (1959). «Mummified seal carcasses in the McMurdo Sound region, Antarctica». Science (em inglês). 130 (3377): 716. doi:10.1126/science.130.3377.716. Cópia arquivada em 10 de maio de 2025
- ↑ «The Catacombs of Anubis» (em inglês). Cardiff University. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 11 de setembro de 2025
- ↑ «Egyptian Animals Were Mummified Same Way as Humans» (em inglês). National Geographic. 15 de setembro de 2004. Consultado em 2 de novembro de 2008. Arquivado do original em 17 de setembro de 2004
- ↑ «Múmia». Aulete Digital. Lexikon Editora Digital. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 20 de junho de 2023
- ↑ «Mummy». A New English Dictionary on Historical Principles (em inglês). VI, parte II. Oxford: Clarendon Press. 1908. p. 763
- ↑ «mummy». Dictionary.reference.com. Cópia arquivada em 9 de novembro de 2013
- ↑ mummy em New English Dictionary on Historical Principles. Ver também "momie" em CNRTL.fr, em francês.
- ↑ OED, "Mummy, 1", citação de Hakluyt em "Voyages, II, 201"
- ↑ Oxford English Dictionary, "Mummy", 1, 2, 3
- ↑ Oxford English Dictionary, "Mummy", 3c
- ↑ «Vegetarians, Predators and Parasitoids: Lesser-Known Wasps of Oregon» (em inglês). Oregon State University Extension Service. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 9 de maio de 2026
- ↑ «Marvelous Metamorphosis» (em inglês). Natural History Museum of Los Angeles County. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 7 de dezembro de 2025
- ↑ Simon van Noort. «Aleiodes Wesmael, 1838». WaspWeb (em inglês). Iziko Museums of South Africa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 15 de agosto de 2020
- ↑ Cockburn, Cockburn & Reyman 1998, pp. 1–2.
- ↑ Aufderheide 2003, p. 1.
- ↑ Zesch, Stephanie; Panzer, Stephanie; Rosendahl, Wilfried; Nance, John W. Jr.; Schönberg, Stefan O.; Henzler, Thomas (2016). «From first to latest imaging technology: Revisiting the first mummy investigated with X-ray in 1896 by using dual-source computed tomography». European Journal of Radiology Open (em inglês). 3: 172–181. PMC 4968187
. doi:10.1016/j.ejro.2016.07.002. Cópia arquivada em 6 de outubro de 2026 - ↑ Cockburn, Cockburn & Reyman 1998, p. 3.
- ↑ Aufderheide 2003, pp. 14–15.
- ↑ Aufderheide 2003, pp. 16–17.
- 1 2 Aufderheide 2003, p. 2.
- ↑ Baldock, C; Hughes, SW; Whittaker, DK; Taylor, J; Davis, R; Spencer, AJ; Tonge, K; Sofat, A (1994). «3-D reconstruction of an ancient Egyptian mummy using x-ray computer tomography». Journal of the Royal Society of Medicine. 87 (12): 806–808. PMC 1295009
. PMID 7853321. Cópia arquivada em 10 de março de 2026 - ↑ Gewolb, Josh (28 de setembro de 2001). «Computer identifies mummy». Science. 293 (5539): 2383. doi:10.1126/science.293.5539.2383a
- ↑ De Chant, Tim (12 de novembro de 2013). «Did King Tut Die in a Chariot Accident?». Nova Next. PBS. Consultado em 15 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 1 de agosto de 2026
- ↑ «Resina». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 12 de novembro de 2025
- ↑ Paolin, Emma; Bembibre, Cecilia; Di Gianvincenzo, Fabiana; et al. (2025). «Ancient Egyptian Mummified Bodies: Cross-Disciplinary Analysis of Their Smell». Journal of the American Chemical Society (em inglês). 147 (8): 6633–6643. PMC 11869298
. doi:10.1021/jacs.4c15769 - 1 2 3 4 5 6 Dunn, Jimmy (22 de agosto de 2011). «An Overview of Mummification in Ancient Egypt». Consultado em 9 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 13 de setembro de 2026
- ↑ «Mummy studies contribute to knowledge of Northern Finnish disease history – University of Oulu». Consultado em 12 de agosto de 2020. Arquivado do original em 28 de novembro de 2020
- ↑ Churches – Visit Sea Lapland
- ↑ «The Egyptian Mummy». Penn Museum. Consultado em 9 de novembro de 2013. Arquivado do original em 8 de setembro de 2015
- ↑ Marshall Amandine On the origins of Egyptian mummification, Kmt 52, 2014, pp. 52–57
- ↑ «Embalming study 'rewrites' key chapter in Egyptian history». University of York. 13 de agosto de 2014. Consultado em 18 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 20 de abril de 2026
- ↑ «Conífera». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2025
- ↑ Mindy Weisberger (16 de agosto de 2018). «This Ancient Mummy Is Older Than the Pharaohs». livescience.com. Cópia arquivada em 11 de março de 2026
- ↑ «Mummy Helps Confirm Earliest Egyptian Embalming Recipe». Science. 15 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 5 de janeiro de 2022
- ↑ Fletcher, Joann (17 de fevereiro de 2011). «Mummies Around the World». Consultado em 9 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 6 de setembro de 2026
- 1 2 Riggs, Christina (janeiro de 2010). «Funerary Rituals (Ptolemaic and Roman Periods)» (PDF). UCLA Department of Near Eastern Languages and Cultures. UCLA Encyclopedia of Egyptology. Consultado em 9 de novembro de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 20 de maio de 2024
- 1 2 3 4 5 Brier, Bob; Wade, Ronald S. (junho de 2001). «Surgical procedures during ancient Egyptian mummification». Universidad de Tarapaca. Chungara: Revista de Antropología Chilena. 33 (1): 117–123. JSTOR 27802174
- ↑ Riggs, Christina (2014). Unwrapping Ancient Egypt: The Shroud, the Secret and the Sacred. [S.l.]: Bloomsbury. pp. 82–83. ISBN 978-0-85785-507-7. Consultado em 1 de julho de 2015. Cópia arquivada em 15 de agosto de 2025
- 1 2 «The Greek historian Herodotus on the process of mummification – and he has been proven accurate». University of Texas. Consultado em 9 de novembro de 2013. Arquivado do original em 23 de outubro de 2013
- 1 2 Jarus, Owen (14 de dezembro de 2012). «Oops! Brain-Removal Tool Left in Mummy's Skull». Live Science. Consultado em 9 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 17 de dezembro de 2012
- ↑ «Fermented fruits and vegetables: a global perspective, capítulo 4, seção 4.2.1, Palm wine» (em inglês). Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 26 de maio de 2026
- ↑ «Víscera». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 6 de junho de 2026
- 1 2 «Egyptian mummification» (em inglês). Chau Chak Wing Museum, University of Sydney. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 13 de agosto de 2026
- ↑ «Why is mold growing in my home?» (em inglês). United States Environmental Protection Agency. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 15 de outubro de 2026
- ↑ Handwerk, Brian (6 May 2005). "Egypt's 'King Tut Curse' Caused by Tomb Toxins?" National Geographic.
- ↑ Wasef, S.; Wood, R.; El Merghani, S.; Ikram, S.; Curtis, C.; Holland, B.; Willerslev, E.; Millar, C. D.; Lambert, D. M. (2015). «Radiocarbon dating of Sacred Ibis mummies from ancient Egypt». Journal of Archaeological Science: Reports (em inglês). 4: 355–361. doi:10.1016/j.jasrep.2015.09.020
- ↑ «Writing in Egypt: Demotic» (em inglês). University College London. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 15 de maio de 2026
- ↑ «Roman mummy labels». Digital Egypt for Universities (em inglês). University College London. 2001. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 23 de setembro de 2025
- ↑ «Mummification and Coffins». 3D Petrie Museum (em inglês). University College London. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2024
- 1 2 «Ancient Egyptian manual reveals new details about mummification» (em inglês). University of Copenhagen, Faculty of Humanities. 26 de fevereiro de 2021. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 11 de junho de 2026
- 1 2 3 Rageot, Maxime; Hussein, Ramadan B; Beck, Susanne; Altmann-Wendling, Victoria; Ibrahim, Mohammed I M; Bahgat, Mahmoud M; Yousef, Ahmed M; Mittelstaedt, Katja; Filippi, Jean-Jacques; Buckley, Stephen; Spiteri, Cynthianne; Stockhammer, Philipp W (2023). «Biomolecular analyses enable new insights into ancient Egyptian embalming». Nature (em inglês). 614 (7947): 287–293. PMID 36725928. doi:10.1038/s41586-022-05663-4
- 1 2 Bleiberg 2008, p. 50.
- 1 2 3 4 5 6 Heródoto. «The Histories, Book II, 86–88» (em inglês). Tradução de A. D. Godley, 1920. University of Chicago, LacusCurtius. Consultado em 25 de outubro de 2026
- ↑ «Goma». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 10 de novembro de 2025
- ↑ Bleiberg 2008, pp. 50–51.
- ↑ Bleiberg 2008, p. 52.
- ↑ Wortley, John (2006). «The origins of Christian veneration of body-parts». Revue de l'histoire des religions. 223: 5–28. doi:10.4000/rhr.4620
- 1 2 3 Steyn, Maryna; Binneman, Johan; Loots, Marius (junho de 2007). «The Kouga mummified human remains». South African Archaeological Bulletin (em inglês). 62 (185): 3–8. hdl:2263/5758. Cópia arquivada em 17 de janeiro de 2026
- ↑ Aufderheide, Arthur C.; Zlonis, Michael; Cartmell, Larry L.; Zimmerman, Michael R.; Sheldrick, Peter; Cook, Megan; Molto, Joseph E. (1999). «Human Mummification Practices at Ismant el-Kharab». The Journal of Egyptian Archaeology. 85: 197–210. JSTOR 3822436. doi:10.2307/3822436. Cópia arquivada em 30 de novembro de 2024
- 1 2 Rodríguez-Maffiotte Martín, Conrado (4 de maio de 2020). «Guanches: momias y huesos. ¿una cuestión de clase?» (em espanhol). Museos de Tenerife. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 6 de dezembro de 2024
- ↑ Horne, Patrick; Ireland, Robert (1991). «Moss and a Guanche Mummy: An Unusual Utilization». American Bryological and Lichenological Society. The Bryologist. 94 (4): 407. JSTOR 3243832. doi:10.2307/3243832
- ↑ Cockburn, Cockburn & Reyman 1998, p. 284
- ↑ «Antisséptico». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 11 de dezembro de 2025
- ↑ Cockburn, Cockburn & Reyman 1998, p. 281.
- ↑ Cockburn, Cockburn & Reyman 1998, p. 282.
- ↑ «Science: Older than Egypt?». Time. 21 de dezembro de 1959. Consultado em 13 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 10 de outubro de 2023
- ↑ Cockburn, Cockburn & Reyman 1998, pp. 281–282.
- ↑ «Wan Muhuggiag». Consultado em 13 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 26 de agosto de 2026
- ↑ Peter Dickson (23 de julho de 1999). «No rest for Moses the mummy» (em inglês). Mail & Guardian. Consultado em 25 de outubro de 2026
- ↑ Khan, Farook. «Khoi chiefs want their mummy back». Independent Online. Consultado em 13 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2013
- 1 2 Zhang, Fan; Ning, Chao; Scott, Ashley; et al. (2021). «The genomic origins of the Bronze Age Tarim Basin mummies». Nature (em inglês). 599: 256–261. doi:10.1038/s41586-021-04052-7. Cópia arquivada em 6 de maio de 2026
- 1 2 Öhrström, Lena Maria; Marquez, Herman; Seiler, Roger; Bode, Beata; Aali, Abolfazl; Stöllner, Thomas; Rühli, Frank Jakobus (2021). «Radiological and histological findings in ancient salt mummies from the salt mine of Douzlākh, Iran». PLOS ONE (em inglês). 16 (4): e0250745. doi:10.1371/journal.pone.0250745. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2025
- 1 2 Hung, Hsiao-chun; Deng, Zhenhua; Liu, Yiheng; et al. (2025). «Earliest evidence of smoke-dried mummification: More than 10,000 years ago in southern China and Southeast Asia». Proceedings of the National Academy of Sciences (em inglês). 122 (38): e2515103122. PMC 12478042
. doi:10.1073/pnas.2515103122 - ↑ Bower, Bruce (15 de setembro de 2025). «The oldest known mummies have been found — in Southeast Asia». Science News (em inglês). Cópia arquivada em 17 de maio de 2026
- 1 2 3 Bonn-Muller, Eti (10 de abril de 2009). «China's Sleeping Beauty». Archaeological Institute of America. Consultado em 9 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 24 de março de 2026
- 1 2 3 4 5 6 Shin, Dong Hoon; Bianucci, Raffaella; Fujita, Hisashi; Hong, Jong Ha (13 de setembro de 2018). «Mummification in Korea and China: Mawangdui, Song, Ming and Joseon Dynasty Mummies». BioMed Research International. 2018: 1–12. PMC 6158963
. PMID 30302339. doi:10.1155/2018/6215025 Acesso livre. - ↑ Hirst, K. Kris. «Mawangdui – The Tomb of Lady Dai in China». About.com Education. About.com. Consultado em 9 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 10 de novembro de 2013
- ↑ «Meet the Lady Dai . . .». redorbit.com. 4 de novembro de 2004. Consultado em 9 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2026
- 1 2 Wade, Nicholas (15 de março de 2010). «A Host of Mummies, a Forest of Secrets». The New York Times. Consultado em 9 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 15 de agosto de 2025
- ↑ Saiget, Robert J. (19 de abril de 2005). «Caucasians preceded East Asians in basin». The Washington Times. News World Communications. Consultado em 20 de agosto de 2007. Cópia arquivada em 20 de abril de 2005.
A study last year by Jilin University also found that the mummies' DNA had Europoid genes.
- ↑ Chunxiang Li; Hongjie Li; Yinqiu Cui; Chengzhi Xie; Dawei Cai; Wenying Li; Victor H Mair; Zhi Xu; Quanchao Zhang; Idelisi Abuduresule; Li Jin; Hong Zhu; Hui Zhou (2010). «Evidence that a West-East admixed population lived in the Tarim Basin as early as the early Bronze Age». BMC Biology. 8 (1): 15. Bibcode:2010BMCB....8...15L. PMC 2838831
. PMID 20163704. doi:10.1186/1741-7007-8-15 Acesso livre. - ↑ Wong, Edward (18 de novembro de 2008). «The Dead Tell a Tale China Doesn't Care to Listen To». The New York Times. Consultado em 8 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 4 de novembro de 2025
- ↑ «Sinólogo». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 1 de agosto de 2026
- ↑ «Sinologia». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026
- ↑ «The mystery of China's celtic mummies». The Independent. London. 28 de agosto de 2006. Consultado em 28 de junho de 2008. Arquivado do original em 23 de maio de 2013
- ↑ «Genome» (em inglês). National Human Genome Research Institute. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2026
- ↑ «Estepe». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 20 de janeiro de 2026
- ↑ Deter-Wolf, Aaron; Robitaille, Benoît; Krutak, Lars; Galliot, Sébastien (fevereiro de 2016). «The World's Oldest Tattoos» (PDF). Journal of Archaeological Science: Reports. 5: 19–24. Bibcode:2016JArSR...5...19D. doi:10.1016/j.jasrep.2015.11.007. Cópia arquivada (PDF) em 28 de novembro de 2022
- 1 2 3 Aali, Abolfazl; Abar, Aydin; Boenke, Nicole; Pollard, Mark; Rühli, Frank; Stöllner, Thomas; Brothwell, Don; Good, Irene; Le Bailly, Matthieu; Link, Karl; Mashkour, Marjan; Mowlavi, Gholamreza; Nezamabadi, Masoud; Nasab, Hamed Vahdati; Warinner, Christina (2012). «Ancient salt mining and salt men: The interdisciplinary Chehrabad Douzlakh project in north-western Iran». Antiquity Project Gallery. 86 (333): 1–6. doi:10.15184/S2978855200901288. Cópia arquivada em 7 de setembro de 2026
- 1 2 Ramaroli, V.; Hamilton, J.; Ditchfield, P.; Fazeli, H.; Aali, A.; Coningham, R.A.E.; Pollard, A.M. (novembro de 2010). «The Chehr Abad 'Salt men' and the isotopic ecology of humans in ancient Iran». American Journal of Physical Anthropology. 143 (3): 343–354. Bibcode:2010AJPA..143..343R. PMID 20949607. doi:10.1002/ajpa.21314. Cópia arquivada em 25 de fevereiro de 2026
- ↑ «Espeleólogo». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 18 de março de 2025
- 1 2 Hourani, Guita G. (2000). «The Mummies of the Holy Valley of Qannobine in Lebanon» (PDF). Chungará, Revista de Antropología Chilena (em inglês). 32 (1): 103–109
- ↑ Momies du Liban: Rapport préliminaire sur la découverte archéologique de 'Asi-l-Hadat (XIIIe siècle), GERSL, (France, 1993), p. 58.
- ↑ Kim, Yi-Suk; Lee, In Sun; Jung, Go-Un; Kim, Myeung Ju; Oh, Chang Seok; Yoo, Dong Su; Lee, Won-Joon; Lee, Eunju; Cha, Soon Chul; Shin, Dong Hoon (2 de julho de 2014). «Radiological Diagnosis of Congenital Diaphragmatic Hernia in 17th Century Korean Mummy». PLOS ONE. 9 (7): e99779. Bibcode:2014PLoSO...999779K. PMC 4079512
. PMID 24988465. doi:10.1371/journal.pone.0099779 Acesso livre. - 1 2 Lee, In Sun; Lee, Eun-Joo; Park, Jun Bum; Baek, Seung Hee; Oh, Chang Seok; Lee, Soong Deok; Kim, Yi-Suk; Bok, Gi Dae; Hong, Jung Won; Lim, Do-Sun; Shin, Myung Ho; Seo, Min; Shin, Dong Hoon (junho de 2009). «Acute traumatic death of a 17th century general based on examination of mummified remains found in Korea». Annals of Anatomy - Anatomischer Anzeiger. 191 (3): 309–320. PMID 19345566. doi:10.1016/j.aanat.2009.02.006
- ↑ Bryner, Jeanna (25 de julho de 2007). «Korean child mummy holds clues to disease». NBC News. Cópia arquivada em 7 de setembro de 2026
- ↑ Carascal, Mark B.; Fontanilla, Ian Kendrich C.; De Ungria, Maria Corazon A. (2021). «The Ibaloi fire mummies: the art and science of mummification in the Philippines». Anthropological Science (em inglês). 129 (2): 197–202. doi:10.1537/ase.210422. Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2024
- ↑ Reyes, Fen; Calanno, Camille; Soltis, Sarah (23 de janeiro de 2024). «Ancestral ties to the Kabayan 'fire' mummies is driving research to save them | Pursuit by the University of Melbourne». Pursuit (em inglês). Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 18 de julho de 2025
- 1 2 3 4 «Siberian Princess reveals her 2,500 year old tattoos». The Siberian Times. 14 de agosto de 2012. Consultado em 10 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 4 de abril de 2025
- 1 2 Adkins, Jan (24 de novembro de 1998). «Unquiet Mummies». Nova. Consultado em 10 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 1 de agosto de 2026
- ↑ Polosmak, Natalya (1994). «A Mummy Unearthed from the Pastures of Heaven». National Geographic (revista): 80–103
- ↑ Pimenova, Ksenia (2023). «From a museum of Others to a museum of Selves: Repatriation, affective relations, and social values of archaeological human remains». HAU: Journal of Ethnographic Theory (em inglês). 13 (1): 159–178. doi:10.1086/725428
- ↑ «On the Path to Celestial Pastures» (em inglês). Science First Hand. 30 de dezembro de 2014. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 13 de maio de 2026
- ↑ Booth, Tom (24 de novembro de 2015). «Solved: the mystery of Britain's Bronze Age mummies». The Conversation. Consultado em 3 de dezembro de 2015. Cópia arquivada em 6 de outubro de 2026
- ↑ «Concheiros de Muge». Património Cultural, I. P. Consultado em 25 de outubro de 2026
- 1 2 Peyroteo-Stjerna, Rita; Nilsson Stutz, Liv; Mickleburgh, Hayley Louise; Cardoso, João Luís (2022). «Mummification in the Mesolithic: New Approaches to Old Photo Documentation Reveal Previously Unknown Mortuary Practices in the Sado Valley, Portugal» (PDF). European Journal of Archaeology (em inglês). 25 (3): 309–330. doi:10.1017/eaa.2022.3 pp. 321–326.
- ↑ Araújo, Luís Manuel (25 de fevereiro de 2017). «As marcas do antigo Egipto em território nacional». National Geographic Portugal. Cópia arquivada em 12 de junho de 2024
- ↑ «Exumação». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 13 de julho de 2026
- ↑ Silva, Jaciely Soares (2021). «A religiosidade popular no espaço cemiterial: Maria Adelaide (Portugal) e Antero da Costa Carvalho (Brasil)». Revista Brasileira de História das Religiões. 14 (40): 69–90. doi:10.4025/rbhranpuh.v14i40.57887 pp. 80–83.
- ↑ «Terra de Santa Maria Adelaide quer ir além do turismo religioso». Diário de Notícias. 11 de março de 2007. Consultado em 25 de outubro de 2026
- ↑ SANTOS, Augusto Gomes dos. D. Maria Adelaide de Sam José e Sousa: a Santa Maria Adelaide (8ª ed.). Arcozelo (Vila Nova de Gaia): Ed. do autor, s.d.. 48 p. foto cor. p. 7.
- ↑ Pinho Leal, Augusto Soares de Azevedo Barbosa de, "Portugal Antigo e Moderno", Livraria Editora de Mattos Moreira, 1873, XI Volume, pp. 1196-1197.
- ↑ COSTA GOMES, Joaquim, "Monografia de Vilar de Andorinho", Edição da Junta de Freguesia, 1993, pp. 56-60.
- ↑ COSTA, Francisco Barbosa da, e COSTA, Paulo Jorge Sousa e, "São Salvador de Vilar de Andorinho – Notas Monográficas", Edição da Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho, 2013, pp. 335-337.
- ↑ «A historia da pretensa "santa" de Vilar do Andorinho». Correio da Manhã. Consultado em 19 de novembro de 2019.
- ↑ «Haraldskærkvinden» (em dinamarquês). Vejlemuseerne. 2 de fevereiro de 2026. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 26 de setembro de 2025
- ↑ «Preservation of Tollund Man» (em inglês). Museum Silkeborg. Consultado em 25 de outubro de 2026
- ↑ «A Body Appears». The Tollund Man – A Face from Prehistoric Denmark. Silkeborg Public Library. 2004. Consultado em 22 de setembro de 2007. Arquivado do original em 9 de dezembro de 2013
- ↑ Aufderheide 2003, p. 192.
- 1 2 3 4 «Mummies and Mummified Remains». Consultado em 11 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 11 de novembro de 2013
- 1 2 «The Czech's Capuchin Crypt». Consultado em 11 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 4 de março de 2026
- ↑ «Crypt History» (em inglês). Capuchin Crypt in Brno. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2024
- 1 2 3 4 «Monastery of Broumov». Agentura pro rozvoj Broumovska. Consultado em 11 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2019
- ↑ «New exposition». Klatovské katakomby. Consultado em 11 de novembro de 2013. Arquivado do original em 11 de novembro de 2013
- 1 2 Frost, Lise (2017). «Borum Eshøj revisited – Bronze Age monumental burial traditions in eastern Jutland, Denmark». Danish Journal of Archaeology (em inglês): 31–49. doi:10.1080/21662282.2017.1370835. Cópia arquivada em 9 de setembro de 2024
- ↑ «The woman from Borum Eshøj – Oldtiden». Oldtiden.natmus.dk. Consultado em 11 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 9 de agosto de 2011
- ↑ «Bainha». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 11 de dezembro de 2024
- ↑ Frei, Karin Margarita; Villa, Chiara; Jørkov, Marie Louise; Allentoft, Morten Erik; Kaul, Flemming; Ethelberg, Per; et al. (2017). «A matter of months: High precision migration chronology of a Bronze Age female». PLOS ONE (em inglês). 12 (6): e0178834. doi:10.1371/journal.pone.0178834. Cópia arquivada em 17 de outubro de 2026
- ↑ Kaul, Flemming. «Skrydstrup, We know where she lived – 1001 Stories of Denmark». Kulturarv.dk. Consultado em 11 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 3 de julho de 2013
- ↑ «Cremação». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2025
- 1 2 Frei, Karin Margarita; Mannering, Ulla; Kristiansen, Kristian; et al. (2015). «Tracing the dynamic life story of a Bronze Age Female». Scientific Reports (em inglês). 5. 10431 páginas. PMC 4440039
. PMID 25994525. doi:10.1038/srep10431 - ↑ «The Egtved Girl» (em inglês). National Museum of Denmark. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 5 de setembro de 2026
- ↑ Fletcher, H. A.; Donoghue, H. D.; Holton, J.; Pap, I.; Spigelman, M. (2003). «Widespread occurrence of Mycobacterium tuberculosis DNA from 18th-19th century Hungarians». American Journal of Physical Anthropology (em inglês). 120 (2): 144–152. doi:10.1002/ajpa.10114. Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2025
- ↑ «Mummies of Vác Hungary». AtlasObscura. Consultado em 12 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 3 de março de 2026
- ↑ Aufderheide 2003, p. 193.
- 1 2 Owen, James (16 de outubro de 2013). «5 Surprising Facts About Otzi the Iceman». National Geographic. Consultado em 11 de novembro de 2013. Arquivado do original em 16 de outubro de 2013
- ↑ «Which cultural group did Ötzi belong to?». South Tyrol Museum of Archaeology. Consultado em 11 de novembro de 2013. Arquivado do original em 11 de novembro de 2013
- ↑ «Geschichte aus dem DNA-Labor» (PDF). MED•INN, n.º 1/2016 (em alemão). Medizinische Universität Innsbruck. 2016. p. 12. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 8 de outubro de 2024
- ↑ Sineo, Luca; Manachini, Barbara; Carotenuto, Giuseppe; Piombino-Mascali, Dario; Zink, Albert; Palla, Franco (2008). «The Palermo Capuchin Catacombs Project: a multidisciplinary approach to the study of a modern Mummy Collection (ca 1600–1900)». Conservation Science in Cultural Heritage (em inglês). 8 (1): 155–165. doi:10.6092/issn.1973-9494/1404
- ↑ «Dr Stefano Vanin's forensic expertise is used to learn lessons from the extraordinary Mummies of Roccapelago». University of Huddersfield. 24 de julho de 2013. Consultado em 11 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 11 de novembro de 2013
- 1 2 «Spirit Cave Man». Nevada State Museum. Consultado em 12 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 12 de novembro de 2013
- ↑ Muckle, Robert J. (2025). Once upon This Land: Archaeology in British Columbia and the Stories It Tells (PDF) (em inglês). [S.l.]: UBC Press. p. 32. Cópia arquivada (PDF) em 6 de dezembro de 2025
- 1 2 «Kwäday Dän Ts'ìnchi Project Introduction». Ministry of Forests, Lands and Natural Resources Operations. Consultado em 12 de novembro de 2013. Arquivado do original em 12 de novembro de 2013
- 1 2 Muska, D. Dowd. «Sensitivity Run Amok May Silence the Spirit Cave Mummy Forever». The Nevada Journal. Consultado em 12 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2010
- ↑ Richards, Michael P.; Greer, Sheila; Corr, Lorna T.; Beattie, Owen; Mackie, Alexander; Evershed, Richard P.; Finster, Alvon; Southon, John (2007). «Radiocarbon Dating and Dietary Stable Isotope Analysis of Kwaday Dän Ts'inchí». American Antiquity (em inglês). 72 (4): 719–734. doi:10.2307/25470442. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2025
- ↑ «Qilakitsormiut» (em inglês). Greenland National Museum and Archives. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2026
- ↑ Hart Hansen, Jens Peder; Meldgaard, Jørgen; Nordqvist, Jørgen, eds. (1991). The Greenland Mummies. London: British Museum Publications. ISBN 0-7141-2500-8
- ↑ Mansilla Lory, Josefina; Leboreiro Reyna, Ilán Santiago (2009). «Historias de vida. El fenómeno de la momificación en el México prehispánico». Arqueología Mexicana (em espanhol) (97): 22–29. Cópia arquivada em 6 de março de 2026
- ↑ Langley, James. «Notes I-3: Teotihuacan Incensarios: The 'V' Manta and Its Message». Internet Journal for Teotihuacan Archaeology and Iconography. Consultado em 12 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 12 de novembro de 2013
- ↑ «'Accidental Mummies' Making US Debut In Detroit» (em inglês). CBS News. Associated Press. 8 de outubro de 2009. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 24 de agosto de 2026
- 1 2 «Professor unravels secrets of the Guanajuato mummies». US Fed News Service, Including US State News. Washington, D.C. 30 de agosto de 2007
- ↑ «Las momias de Guanajuato, un patrimonio vivo» (em espanhol). Instituto Nacional de Antropología e Historia. 27 de janeiro de 2026. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 20 de março de 2026
- ↑ Jimenez Gonzalez, Victor Manuel, ed. (2009). Guanajuato: Guia para descubrir los encantos del estado (em espanhol). Madrid, Spain: Solaris. p. 103. ISBN 978-607-400-177-8
- ↑ «Detroit Science Center: The Accidental Mummies of Guanajuato Touring Exhibition to Make World Debut in Detroit». Pediatrics Week. Atlanta. 27 de junho de 2009. p. 97
- 1 2 Thomas, David Hurst; Cossette, Donna; Benner, Misty; Camp, Anna; Robinson, Erick (2025). «Spirit Cave Resilience: How Do We Explain a 10,000-Year Continuity?». American Antiquity (em inglês). 90 (2): 243–262. doi:10.1017/aaq.2024.85. Cópia arquivada em 22 de julho de 2026
- ↑ Asher, Laura (1996). «Oldest North American Mummy». Archaeology. Archaeological Institute of America. Consultado em 12 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 28 de dezembro de 2025
- ↑ Callaway, Ewen (8 de dezembro de 2016). «North America's oldest mummy returned to US tribe after genome sequencing». Nature. 540 (7632): 178–179. doi:10.1038/540178a
- ↑ Cockburn, Cockburn & Reyman 1998, p. 289.
- ↑ Aufderheide 2003, p. 277.
- 1 2 3 4 5 Dawson, Warren (1928). «Mummification in Australia and in America». The Journal of the Royal Anthropological Institute of Great Britain and Ireland. 58: 115–138. JSTOR 4619529
- ↑ Neubauer, Ian Lloyd (25 de fevereiro de 2022). «The smoked corpses of Aseki». BBC News. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2026
- 1 2 Deem, James. «Melanesia Mummies». Consultado em 15 de novembro de 2013. Arquivado do original em 15 de outubro de 2013
- 1 2 «Mummified Maori head returned to NZ». Australian Geographic. 10 de maio de 2011. Consultado em 13 de novembro de 2013. Arquivado do original em 4 de dezembro de 2013
- ↑ «Le groupe d'amitié France-Nouvelle Zélande se félicite de la restitution de la première tête maorie par la ville de Rouen» (em francês). Sénat. 9 de maio de 2011. Consultado em 25 de outubro de 2026
- 1 2 Orchiston, D. Wayne (1968). «The Practice of Mummification Among the New Zealand Maori». The Journal of the Polynesian Society. 77 (2): 186–190. Consultado em 13 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 22 de dezembro de 2022
- ↑ Tregear, Edward (1916). «Maori Mummies». The Journal of the Polynesian Society. 25 (100): 167–168. Consultado em 13 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2021
- 1 2 Dubal, Léo; Larrey, Monique. «Andean Head Dated 6,000 Years Old» (em inglês). Virtual Laboratory for Archaeometry. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 12 de julho de 2026
- ↑ «The Earliest Mummies». The Field Museum. Consultado em 9 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 9 de novembro de 2013
- 1 2 3 4 Arriaza, Bernardo; Hapke, Russell A.; Standen, Vivien G. (16 de dezembro de 1998). «Making the Dead Beautiful: Mummies as Art». Archaeological Institute of America. Consultado em 11 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 13 de agosto de 2026
- 1 2 Heaney, Christopher (28 de agosto de 2015). «The Fascinating Afterlife of Peru's Mummies». Smithsonian Magazine. Consultado em 17 de março de 2017. Cópia arquivada em 10 de julho de 2026
- 1 2 Ferreira, Luiz Fernando; Araújo, Adauto (novembro–dezembro de 1992). «Paleoparasitologia: as doenças da América pré-colombiana» (PDF). Ciência Hoje. 15 (86): 115–117. Cópia arquivada (PDF) em 12 de maio de 2026
- ↑ Pivetta, Marcos (janeiro de 2014). «O último ato da favorita do imperador». Pesquisa FAPESP (215). Cópia arquivada em 17 de novembro de 2025
- ↑ Serejo, Cristiana S., ed. (2020). Museu Nacional: Panorama dos Acervos: passado, presente e futuro (PDF). Col: Série Livros Digital. 18. Rio de Janeiro: Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. pp. 8–9. ISBN 978-65-5729-002-6. Cópia arquivada (PDF) em 15 de setembro de 2026
- 1 2 3 4 5 Clark, Liesl (24 de novembro de 1998). «Ice Mummies of the Inca». NOVA. Consultado em 9 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 8 de outubro de 2026
- ↑ «Niño del cerro El Plomo, un testigo del pasado inca» (em espanhol). Museo Nacional de Historia Natural de Chile. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 5 de outubro de 2026
- ↑ Silva-Pinto, Verónica; Sepúlveda, Marcela; Gayo, Eugenia M; Mendez-Quiros, Pablo; Castro, Mario; Menéndez, Lumila Paula; Rojas-Costa, Gonzalo M; Cerón, María L; Wilson, Andrew S; Catalán, Verónica; Silva, Claudio; Stecher, Ximena; Soffia, Pablo; Salazar-García, Domingo C (2026). «Pilgrimage to sacrifice: Mechanisms, causes, and time of death of the Western Andean Capacocha of the Southern Tawantinsuyu». Science Advances (em inglês). 12 (29): eadz9055. PMID 42455885. doi:10.1126/sciadv.adz9055
- 1 2 Hall, Yancey (28 de outubro de 2010). «Interview: "Inca Mummy Man" Johan Reinhard». National Geographic. Consultado em 9 de novembro de 2013. Arquivado do original em 24 de junho de 2005
- ↑ «The High Mummies: Part 2». Ice Mummies of the Inca (em inglês). NOVA, PBS. Novembro de 2000. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 7 de outubro de 2025
- 1 2 3 Handwerk, Brian (29 de julho de 2013). «Inca Child Sacrifice Victims Were Drugged». National Geographic. Consultado em 9 de novembro de 2013
- 1 2 Wilson, Andrew S; Brown, Emma L; Villa, Chiara; Lynnerup, Niels; Healey, Andrew; Ceruti, Maria Constanza; Reinhard, Johan; Previgliano, Carlos H; Araoz, Facundo Arias; Diez, Josefina Gonzalez; Taylor, Timothy (2013). «Archaeological, radiological, and biological evidence offer insight into Inca child sacrifice». Proceedings of the National Academy of Sciences (em inglês). 110 (33): 13322–13327. PMID 23898165. doi:10.1073/pnas.1305117110
- 1 2 3 4 Bauer, Brian S.; Coello Rodríguez, Antonio (2007). The Hospital of San Andres (Lima, Peru) and the Search for the Royal Mummies of the Incas (PDF). Col: Fieldiana: Anthropology, New Series, 39 (em inglês). Chicago: Field Museum of Natural History. pp. 1–6, 14–25. Cópia arquivada (PDF) em 17 de novembro de 2024
- 1 2 Pringle, Heather (2011). «Inca Empire». National Geographic. Consultado em 27 de janeiro de 2017. Arquivado do original em 26 de janeiro de 2017
- ↑ «Mortificar». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 18 de julho de 2025
- ↑ Castiglioni, Andrea (2025). «The Somatic Spectacle: Visions and Interactions with the Mummified Bodies of Mount Yudono Ascetics Before and After Modernity». Japanese Religions (em inglês). 46 (1): 125–160. doi:10.69402/jrxisjp.46.1_125
- ↑ Andrea Castiglioni (1 de setembro de 2017). «The Impact of Meiji Penal Code and Shinbutsu Bunri Policies on the Sokushinbutsu of Yudono» (em inglês). European Association for Japanese Studies. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 12 de agosto de 2020
- ↑ «The Buddhist Mummies of Japan». Sonic.net. 24 de agosto de 1998. Consultado em 9 de março de 2012. Cópia arquivada em 5 de maio de 2026[fonte autopublicada]
- ↑ AFP (21 de março de 2014). «Buenos Aires: mulher mumificada é achada em casa». Terra. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 19 de setembro de 2023
- ↑ «Dissecação». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 11 de janeiro de 2026
- ↑ Miss Cellania. «6 Restless Corpses». Mental Floss. Consultado em 9 de março de 2012. Arquivado do original em 19 de janeiro de 2012
- ↑ «Auto-Icon». The Bentham Project (em inglês). University College London. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 31 de agosto de 2026
- 1 2 А. М. e А. А. Панченко. "Осьмое чудо света", em Панченко А. М., О русской истории и культуре. São Petersburgo: Azbuka, 2003. p. 433.
- ↑ Soyano, Andrés; Müller, Aixa (2016). «La figura de Gottfried Knoche (1813-1901) en su verdadera dimensión histórica». Revista de la Sociedad Venezolana de Historia de la Medicina (em espanhol). 65 (2). Cópia arquivada em 11 de julho de 2026
- ↑ Ravitz, Jessica (11 de junho de 2010). «Summum: Homegrown spiritual group, in news and in a pyramid». CNN. Consultado em 9 de novembro de 2013. Arquivado do original em 26 de setembro de 2020
- ↑ Olsen, Grant (30 de outubro de 2012). «Religious group performs mummification rituals in Utah pyramid». KSL.com. Consultado em 9 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 7 de dezembro de 2025
- ↑ «The modern mummy» (em inglês). King's College London, Gordon Museum of Pathology. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 17 de janeiro de 2026
- ↑ «Mummifying Alan: Egypt's Last Secret». Mummifying Alan: Egypt's Last Secret. 2011. Channel 4
- ↑ «King's College London – Museum's final resting place for modern mummy». Consultado em 22 de novembro de 2014. Arquivado do original em 9 de fevereiro de 2019
- ↑ «Jugular Veins, MeSH Descriptor Data 2026» (em inglês). National Library of Medicine. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 16 de maio de 2026
- 1 2 Ambiel, Valdirene do Carmo (2023). Estudo de aspectos antropométricos e médicos dos primeiros imperadores do Brasil (Tese de doutorado). São Paulo: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. pp. 123–128. doi:10.11606/T.5.2023.tde-26062023-145933
- ↑ «Cientistas exumam corpo de d. Pedro I». Gazeta do Povo. 18 de fevereiro de 2013. Consultado em 10 de fevereiro de 2023. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «Restos da imperatriz consorte: O impressionante corpo mumificado de Dona Amélia». aventurasnahistoria.uol.com.br. 24 de setembro de 2021. Consultado em 10 de fevereiro de 2023. Cópia arquivada em 25 de maio de 2024
- ↑ Azu, Onyemaechi O.; Peter, Aniekan I.; Aquaisua, Aquaisua N.; Ekandem, Gabriel J. (2013). «Plastination technology for anatomical studies in Nigeria: Opinion of teachers at medical institutions» (PDF). Health SA Gesondheid (em inglês). 18 (1). 664 páginas. doi:10.4102/hsag.v18i1.664. Cópia arquivada (PDF) em 9 de outubro de 2025
- ↑ «Body Worlds Official Web Site». Bodyworlds.com. Consultado em 9 de março de 2012. Cópia arquivada em 6 de outubro de 2026
- ↑ «Gunther von Hagens» (em inglês). Lemelson-MIT Program, Massachusetts Institute of Technology. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 10 de março de 2026
- ↑ «History» (em inglês). International Society for Plastination. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2026
- ↑ Pettigrew, Thomas Joseph (1834). A History of Egyptian Mummies, and an Account of the Worship and Embalming of the Sacred Animals by the Egyptians (em inglês). Londres: Longman, Rees, Orme, Brown, Green, and Longman. pp. 9–10
- 1 2 Elliott, Chris (2017). «Bandages, Bitumen, Bodies and Business – Egyptian mummies as raw materials». Aegyptiaca (em inglês) (1): 27. doi:10.11588/aegyp.2017.1.40163. Consultado em 17 de junho de 2019. Cópia arquivada em 10 de agosto de 2026
- ↑ «What was mummy medicine?» (em inglês). Channel 4. Consultado em 8 de fevereiro de 2008. Arquivado do original em 13 de março de 2010
- ↑ «NIST Guide to the SI, Appendix B.8: Factors for Units Listed Alphabetically» (em inglês). National Institute of Standards and Technology. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2019
- 1 2 Daly, N. (1994). «That Obscure Object of Desire: Victorian Commodity Culture and Fictions of the Mummy». Novel: A Forum on Fiction (em inglês). 28 (1): 24–51. JSTOR 1345912. doi:10.2307/1345912
- ↑ «6.02.02 Caput Mortuum» (em inglês). Museum of Fine Arts, Boston, CAMEO, Forbes Pigment Collection. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 13 de maio de 2026
- ↑ Finney, Brandon (27 de maio de 2020). «The History of Art in Colors: Brown Pigments» (em inglês). Chrysler Museum of Art. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 28 de novembro de 2022
- ↑ Mumie – nicht lieferbar!, Kremer Pigmente. Arquivado em 15 de fevereiro de 2012. (em alemão)
- ↑ Wake, Jehanne (1997). Kleinwort, Benson: the history of two families in banking (em inglês). Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-828299-0. Cópia arquivada em 7 de janeiro de 2026
- 1 2 Moshenska, Gabriel (2013). «Unrolling Egyptian Mummies in Nineteenth-Century Britain». The British Journal for the History of Science (em inglês). doi:10.1017/S0007087413000423. Consultado em 17 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 4 de abril de 2021
- 1 2 Radford, Ben (2019). «Bailing in the Mummies». Skeptical Inquirer (em inglês). 43 (2): 43–45. Cópia arquivada em 28 de setembro de 2025
- ↑ Elliott, Chris (2017). «Bandages, Bitumen, Bodies and Business – Egyptian mummies as raw materials». Aegyptiaca (em inglês) (1): 40–46. doi:10.11588/aegyp.2017.1.40163. Consultado em 17 de junho de 2019. Cópia arquivada em 10 de agosto de 2026
- 1 2 «Do Egyptians burn mummies as fuel?» (em inglês). The Straight Dope. 22 de fevereiro de 2002. Consultado em 16 de março de 2008. Cópia arquivada em 12 de maio de 2008
- ↑ Pronovost, Michelle (17 de março de 2005). «Necessity of paper was the 'mummy' of invention». Capital Weekly (em inglês). Consultado em 16 de março de 2008. Arquivado do original em 6 de novembro de 2010
- ↑ Baker, Nicholson (2001). Double Fold: Libraries and the Assault on Paper (em inglês). Nova Iorque: Random House. ISBN 0-375-50444-3
- ↑ Dane, Joseph A. (1995). «The Curse of the Mummy Paper». Printing History (em inglês). 17: 18–25
- ↑ Ronald, Issy (23 de janeiro de 2023). «Don't say 'mummy': Why museums are rebranding ancient Egyptian remains». CNN (em inglês). Consultado em 27 de janeiro de 2023. Cópia arquivada em 29 de janeiro de 2026
- ↑ Kendall Adams, Geraldine (24 de janeiro de 2023). «Debate over use of the term 'mummy' in UK museums». Museums Journal (em inglês). Museums Association. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 25 de dezembro de 2024
Bibliografia
[editar | editar código]- Aufderheide, Arthur C. (2003). The Scientific Study of Mummies (em inglês). Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0-521-81826-5
- Barber, Elizabeth Wayland (1999). The Mummies of Ürümchi (em inglês). Nova Iorque: W. W. Norton. ISBN 0-393-04521-8
- Bleiberg, Edward (2008). To Live Forever: Egyptian Treasures from the Brooklyn Museum (em inglês). [S.l.]: Brooklyn Museum. ISBN 978-1-904832-52-2
- Budge, E. A. Wallis (1989) [1925]. The Mummy: A Handbook of Egyptian Funerary Archaeology (em inglês). Nova Iorque: Dover. ISBN 0-486-25928-5
- Cockburn, Aidan; Cockburn, Eve; Reyman, Theodore A., eds. (1998). Mummies, Disease and Ancient Cultures (em inglês) 2 ed. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 978-0-521-58954-3. doi:10.1017/CBO9781139878340
- Davis-Kimball, Jeannine; Behan, Mona (2003) [2002]. Warrior Women: An Archaeologist's Search for History's Hidden Heroines (em inglês). Nova Iorque: Warner Books. ISBN 0-446-67983-6
- Mallory, J. P.; Mair, Victor H. (2000). The Tarim Mummies: Ancient China and the Mystery of the Earliest Peoples from the West (em inglês). Londres: Thames & Hudson. ISBN 0-500-05101-1
- Pringle, Heather (2002) [2001]. The Mummy Congress: Science, Obsession, and the Everlasting Dead (em inglês). [S.l.]: Penguin Books. ISBN 0-14-028669-1
- Taylor, John H. (2004). Mummy: The Inside Story (em inglês). [S.l.]: British Museum Press. ISBN 0-7141-1962-8
Televisão e vídeo
[editar | editar código]- Chan, Wah Ho, diretor de fotografia (1996). Pet Wraps (Televisão) (em inglês). National Geographic Television
- Frayling, Christopher, roteirista e apresentador (1992). The Face of Tutankhamun (Série de televisão) (em inglês). BBC
Leitura adicional
[editar | editar código]- Ferreira, Luiz Fernando; Araújo, Adauto (novembro–dezembro de 1992). «Paleoparasitologia: as doenças da América pré-colombiana» (PDF). Ciência Hoje. 15 (86): 115–117. Cópia arquivada (PDF) em 12 de maio de 2026
- Pivetta, Marcos (janeiro de 2014). «O último ato da favorita do imperador». Pesquisa FAPESP (215). Cópia arquivada em 17 de novembro de 2025
- Araújo, Luís Manuel (25 de fevereiro de 2017). «As marcas do antigo Egipto em território nacional». National Geographic Portugal. Cópia arquivada em 12 de junho de 2024
- Serejo, Cristiana S., ed. (2020). Museu Nacional: Panorama dos Acervos: passado, presente e futuro (PDF). Col: Série Livros Digital. 18. Rio de Janeiro: Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. pp. 8–9. ISBN 978-65-5729-002-6. Cópia arquivada (PDF) em 15 de setembro de 2026
- Silva, Jaciely Soares (2021). «A religiosidade popular no espaço cemiterial: Maria Adelaide (Portugal) e Antero da Costa Carvalho (Brasil)». Revista Brasileira de História das Religiões. 14 (40): 69–90. doi:10.4025/rbhranpuh.v14i40.57887
- Leles, Daniela; Guimarães, Fernanda (2020). Paleoparasitologia na educação básica (PDF). Rio de Janeiro: Albatroz. ISBN 978-85-7145-238-1. Cópia arquivada (PDF) em 19 de dezembro de 2025 Capítulo 4, "Múmias", pp. 53–60.
- Peyroteo-Stjerna, Rita; Nilsson Stutz, Liv; Mickleburgh, Hayley Louise; Cardoso, João Luís (2022). «Mummification in the Mesolithic: New Approaches to Old Photo Documentation Reveal Previously Unknown Mortuary Practices in the Sado Valley, Portugal» (PDF). European Journal of Archaeology (em inglês). 25 (3): 309–330. doi:10.1017/eaa.2022.3
- «Ancient Egyptian manual reveals new details about mummification» (em inglês). University of Copenhagen, Faculty of Humanities. 26 de fevereiro de 2021. Consultado em 25 de outubro de 2026. Cópia arquivada em 11 de junho de 2026
Ligações externas
[editar | editar código]
A definição de dicionário de múmia no Wikcionário
- (em português) Pesquisa de 2022 sobre os sepultamentos do vale do Sado, Universidade de Lisboa
- (em português) Coleção de antiguidades egípcias do Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa
- (em português) Catálogo histórico da coleção egípcia do Museu Nacional, projeto Seshat
- (em português) Guia do Museu Arqueológico do Carmo, com suas coleções pré-colombianas
- (em português) Paleoparasitologia na educação básica, material educativo disponível na Fiocruz, capítulo sobre múmias
- (em português) Paleoparasitologia e múmias brasileiras, artigo de Luiz Fernando Ferreira e Adauto Araújo disponível na Fiocruz
- (em português) Panorama dos acervos do Museu Nacional, com as coleções arqueológicas e os registros tomográficos de múmias
- (em português) Estudo sobre a preservação do corpo de Maria Adelaide e a devoção popular em Portugal, Revista Brasileira de História das Religiões
- (em português) A radiologia olha o passado, Egito Antigo, recurso educativo da Direção-Geral da Educação de Portugal
- (em inglês) Etiquetas de múmias egípcias, catálogo Digital Egypt do Museu Petrie
- (em inglês) Mumificação, caixões e etiquetas, Museu Petrie em 3D
- (em inglês) O Papiro Louvre-Carlsberg e as instruções de embalsamamento, Universidade de Copenhague
- (em inglês) Exame de uma múmia em Londres em 1763, nas Philosophical Transactions da Royal Society
- (em inglês) Verbete "Mummy" da Encyclopædia Britannica de 1911, texto histórico

