Michael Ramsey
| Barão Ramsey de Canterbury | |
|---|---|
| Arcebispo de Canterbury | |
| Ramsey em 1974 | |
| Província | Província da Cantuária |
| Informações | |
| Churchmanship | Anglocatolicismo |
| Diocese | Diocese da Cantuária |
| Eleito em | 31 de maio de 1961 |
| Ordenado | 27 de junho de 1961 |
| Antecessor | Geoffrey Fisher |
| Sucessor | Donald Coggan |
| Outro cargo | Primaz de Toda a Inglaterra |
| Ordenação | setembro de 1928 (diácono) 22 de setembro de 1929 (padre) |
| Consagração | 29 de setembro de 1952 por Cyril Garbett |
| Nome completo | Arthur Michael Ramsey |
| Nascimento | Cambridge, Cambridgeshire, Inglaterra 14 de novembro de 1904 |
| Morte | Oxford, Oxfordshire, Inglaterra 23 de abril de 1988 (83 anos) |
| Nacionalidade | britânico |
| Cônjuge | Joan A. C. Hamilton |
Arthur Michael Ramsey, Barão Ramsey de Canterbury (14 de novembro de 1904 – 23 de abril de 1988) foi um bispo anglicano britânico e par vitalício. Ele serviu como o 100.º Arcebispo de Canterbury na Igreja da Inglaterra, de 1961 até 1974, tendo sido anteriormente Bispo de Durham e Arcebispo de Iorque. Ele era conhecido como teólogo, educador e defensor da unidade cristã.[1][2]
Vida pregressa
[editar | editar código]Ramsey nasceu em Cambridge, Inglaterra, em 1904. Seus pais eram Arthur Stanley Ramsey (1867–1954) e Mary Agnes Ramsey, nascida Wilson (1875–1927); seu pai era congregacionalista e matemático, e sua mãe era socialista e sufragista.[3] Ele frequentou a famosa Choir School do King's College, Cambridge, e, posteriormente, o Sandroyd College em Surrey. Ganhou uma bolsa de estudos para a prestigiada Repton School, onde o diretor era um futuro arcebispo de Canterbury e seu antecessor imediato, Geoffrey Fisher. Depois, ganhou uma bolsa para o Magdalene College, Cambridge, onde seu pai era presidente da faculdade. Na universidade, ele foi presidente da Cambridge Union Society.[2]
O irmão mais velho de Ramsey, Frank P. Ramsey, era um matemático e filósofo (de convicções ateístas).[4] Ele era uma espécie de prodígio que, com apenas 19 anos, traduziu o Tractatus de Wittgenstein para o inglês.[5]
Durante seu tempo em Cambridge, Ramsey ficou sob a influência do reitor anglo-católico do Corpus Christi College, Edwyn Clement Hoskyns. Por conselho de Eric Milner-White, ele estudou em Cuddesdon, onde fez amizade com Austin Farrer e foi apresentado às ideias cristãs ortodoxas por Derwas Chitty.[6] Ele se formou em 1927 com um diploma de primeira classe em teologia.[7]
Ministério ordenado
[editar | editar código]Ramsey ingressou no Cuddesdon College, perto de Oxford, em julho de 1927, para iniciar seus estudos no seminário. Naquele ano, sua mãe e seu irmão faleceram; ele passou por um período de profunda depressão e não retornou a Cuddesdon por um semestre.[2]
Ramsey foi ordenado diácono em setembro de 1928, na Igreja de Nossa Senhora e São Nicolau, perto dos cais de Liverpool,[2] paróquia onde serviu por dois anos como cura em Liverpool, e onde foi influenciado por Charles Raven.[3] Ele foi ordenado sacerdote em 22 de setembro de 1929.[2]
Em 1930, tornou-se subdiretor do seminário anglicano Lincoln Theological College. Foi em Lincoln que Ramsey publicou seu primeiro livro, The Gospel and the Catholic Church, em 1936, que se tornou amplamente aclamado e lhe conferiu uma posição de destaque na Igreja da Inglaterra. No outono de 1936, ele se mudou para a maior igreja paroquial da Inglaterra, em Boston, para servir como pregador.[2]
Em dezembro de 1938, tornou-se vigário da Igreja de São Bento, em Cambridge, onde permaneceu apenas um ano antes de se mudar para Durham para ser cônego da Catedral de Durham e professor de teologia na Universidade de Durham. Seu segundo livro foi publicado em 1944. Durante seus dez anos em Durham (1940-1950), o interesse de Ramsey pela Igreja Ortodoxa Oriental se tornou amplamente conhecido, assim como seu apoio ao anglocatolicismo.[2]
Em 1950, Ramsey foi nomeado Professor Régio de Divindade na Universidade de Cambridge e membro do Magdalene College. Pouco depois, no entanto, o primeiro-ministro Winston Churchill o convidou a permitir que seu nome fosse submetido à rainha para nomeação como bispo de Durham.[2]
Ramsey casou-se com Joan A. C. Hamilton (Lincolnshire, 16 de setembro de 1909 – Oxford, 13 de fevereiro de 1995), em Durham, em junho de 1942, na Catedral de Durham. Joan era neta e sobrinha de clérigos, e conheceu Michael em 1940, quando ele chegou em Durham.[8][9]
Ministério episcopal
[editar | editar código]Em 1952, Ramsey foi nomeado Bispo de Durham. Foi consagrado bispo por Cyril Garbett, Arcebispo de Iorque, na Catedral de York no Michaelmas (29 de setembro) daquele ano.[10] Com isso, tornou-se também um dos Lordes Espirituais. Em 25 de abril de 1956, foi entronizado como 92.º Arcebispo de Iorque e primaz da Inglaterra. Durante seus cinco anos como arcebispo, ele viajou extensivamente em nome da Igreja: para a União Soviética, os Estados Unidos e a África. Ele também teve importantes responsabilidades na Conferência de Lambeth em 1958.[2]
Em 27 de junho de 1961, Ramsey foi entronizado como 100.º Arcebispo de Canterbury, cerca de três semanas após sua eleição formal pelos cônegos da Catedral de Canterbury.[2] Durante seu tempo como arcebispo, viajou muito e viu a criação do Sínodo Geral. A idade de aposentadoria para o clero foi reduzida de 75 para 70 anos.[11]
Teologia e vida eclesiástica
[editar | editar código]A vida de Ramsey estava enraizada na oração, na adoração e num sentido da realidade de Deus, mas tudo isso era temperado com um senso de humor que a impedia de degenerar em pompa ou pietismo irreal. Essa profundidade espiritual foi tão importante para sua liderança em um tempo instável quanto seu poder intelectual e teológico.[12]
Em uma palestra sobre Ramsey, John Macquarrie perguntou: "Que tipo de teólogo ele era?" e respondeu que "ele era completamente anglicano". Macquarrie explicou que a teologia de Ramsey é (1) "baseada nas escrituras", (2) na "tradição" da igreja e (3) na "razão e consciência". Ramsey aderiu à tradição anglo-católica, mas apreciava outros pontos de vista. Isso foi especialmente verdadeiro depois que ele se tornou bispo e ministrou a diversos anglicanos.[12]

Como anglo-católico com formação não conformista, Ramsey tinha uma visão religiosa ampla. Ele tinha uma consideração particular pelo conceito ortodoxo oriental de "glória", e seu livro favorito que escreveu foi sua obra de 1949, The Transfiguration.[3] Seu sexto livro, From Gore to Temple (1960), interpretou a teologia anglicana, desde a década de 1880 até a Segunda Guerra Mundial, revelando suas predileções anglo-católicas e desaprovação da teologia modernista que havia ganhado adeptos na Igreja Anglicana no começo do século.[2]
Apesar de sua inclinação anglo-católica, o arcebispo afirmou que só poderia ser feliz no anglicanismo porque "no anglicanismo existem a religião católica e a liberdade intelectual". Enquanto teólogo liberal, fez comentários sobre o nascimento virginal — "É possível crer que Jesus é divino sem crer no nascimento virginal, embora, se você crê em sua divindade, o nascimento virginal se torne congruente" — e o inferno — "Certamente não é um lugar físico. É um estado daqueles que criam o inferno para si mesmos ao negar a Deus um lugar em suas vidas".[2]
A primeira reação de Ramsey a Honest to God (1963) de John Arthur Thomas Robinson foi hostil.[12] No entanto, ele logo publicou uma breve resposta intitulada Image Old and New, na qual se envolveu seriamente com as ideias de Robinson.[3]
Sempre consciente do ateísmo que seu irmão Frank, de vida curta, havia defendido, ele manteve, ao longo da vida, um respeito pela descrença honesta e considerou que tal descrença não seria automaticamente uma barreira para a salvação.[3] Agindo de acordo com seu respeito por crenças diferentes das suas, Ramsey fez uma visita descalço ao túmulo de Mahatma Gandhi.[13][14][15]
Embora discordasse de muitas das ideias de Karl Barth, suas relações com ele eram cordiais.[3]
Após observar uma missão religiosa em Cambridge, ele desenvolveu uma aversão inicial por evangelistas e comícios de massa, que ele temia que dependessem demais da emoção. Isso o levou a criticar Billy Graham, embora os dois mais tarde se tornassem amigos e Ramsey até subisse ao palco em uma cruzada de Graham no Rio de Janeiro[3], em 1974.[16] Um de seus livros posteriores, O Cristo Carismático (1973), abordou o movimento carismático.[17]
Ramsey acreditava que não havia nenhum argumento teológico decisivo contra mulheres sacerdotisas, embora não se sentisse totalmente confortável com esse desenvolvimento.[3] Após a reunião do Conselho Consultivo Anglicano, em 1971, em Nairóbi, em que foi deixada para cada província a decisão sobre as ordenações de mulheres, Ramsey — que havia votado contra a resolução —, afirmou: “Não tenho objeção permanente à ordenação de mulheres [...] isso acontecerá [...] não devemos agir com muita pressa”. Ele temia que a decisão afetasse as relações ecumênicas com católicos e ortodoxos, além da própria resistência dos leigos anglicanos.[18] As primeiras mulheres sacerdotisas na Comunhão Anglicana foram ordenadas durante seu tempo como Arcebispo de Canterbury.[3] Na aposentadoria, ele recebeu a comunhão de uma mulher sacerdotisa nos Estados Unidos.[13]
Atividades ecumênicas
[editar | editar código]Ramsey era ativo no movimento ecumênico. Em 1960, ainda arcebispo de Iorque, ele apareceu na televisão com John Carmel Heenan, o arcebispo católico romano de Liverpool, para discutir o recente encontro entre o arcebispo de Canterbury e o Papa João XXIII em Roma. Mais tarde, em Lambeth, Ramsey se encontraria com o Cardeal Augustin Bea, chefe do Secretariado para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e com o Patriarca Bento de Jerusalém.[2]
Em 1963, tornou-se o primeiro arcebispo de Canterbury a ser convidado para palestrar em uma universidade católica romana, a Universidade de Lovaina. [19]
Em 23 de março de 1966, encontrou-se com o Papa Paulo VI, na Capela Sistina, o primeiro encontro oficial entre um papa e um arcebispo de Canterbury desde o século XVI.[20] No dia seguinte, o Papa o presenteou com o anel episcopal que ele usara como Arcebispo de Milão, após uma liturgia ecumênica na Basílica de São Paulo Extramuros.[21] Naquela ocasião, os dois prelados emitiram a "Declaração Conjunta do Papa Paulo VI e do Arcebispo de Canterbury, Dr. Michael Ramsey". Nela, afirmaram que seu encontro "marca uma nova etapa no desenvolvimento de relações fraternas, baseadas na caridade cristã, e de esforços sinceros para remover as causas de conflito e restabelecer a unidade".[22] Após isso, Ramsey fundou o Centro Anglicano em Roma, ainda em 1966.[23] Também levou à fundação da Comissão Internacional Anglicana/Católico-Romana (ARCIC), cujos primeiros encontros se deram em 1967.[24]
Ramsey pregou na Catedral Católica Romana de São Patrício, na cidade de Nova Iorque, em 1972. Foi a primeira vez que um líder da Comunhão Anglicana o fez. No entanto, embora tenha fortalecido os laços com a Igreja Católica Romana, Ramsey criticou a encíclica Humanae Vitae do Papa, de 1968, contra o controle da natalidade.[25]
Essas relações cordiais com Roma fizeram com que Ramsey fosse alvo de protestos de protestantes fundamentalistas, particularmente Ian Paisley.[13][20]
Ramsey incentivou esforços para promover relações mais estreitas entre anglicanos e ortodoxos.[12] Ele desfrutava de amizade com o Patriarca Ortodoxo de Constantinopla, Atenágoras, e Aleixo, Patriarca de Moscou.[3]
Como Arcebispo de Canterbury, Ramsey serviu como presidente do Conselho Mundial de Igrejas (1961–1968).[1][2] No entanto, ele se opôs à concessão de dinheiro de ajuda pelo Conselho Mundial de Igrejas a grupos guerrilheiros.[3] Em 1968, em discurso no CMI, ele apelou pela mudança das regras católicas quanto aos casamentos mistos, o que, segundo ele, era um entrave para a unidade.[19]
A disposição de Ramsey em conversar com igrejas oficialmente sancionadas no Bloco Oriental levou a críticas de Richard Wurmbrand.[13]
Ele também apoiou os esforços para unir a Igreja da Inglaterra com a Igreja Metodista e ficou desapontado quando os planos fracassaram.[3]
Além do ecumenismo, Ramsey também se envolveu no diálogo inter-religioso. Enquanto chefe do Comitê Nacional para Imigrantes da Commonwealth, ele discursou na primeira conferência nacional do órgão supremo dos siques na Grã-Bretanha. E como copresidente do Conselho de Cristãos e Judeus, cargo que o arcebispo de Canterbury ocupava desde 1942, ele discursou em várias reuniões e inaugurações de edifícios. Ao longo dos anos, o arcebispo Ramsey foi visto como amigo das minorias religiosas, sendo alvo de apelos diretos por ajuda em situações específicas.[14]
Política
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Antes de entrar para o clero, Michael Ramsey participou do Partido Liberal. Em 1925, ele viajou com o clube de debates e discursou em vários locais nos Estados Unidos. Ao retornar, ouviu Lord Hugh Cecil comentar que a Igreja era o lugar certo para aqueles que queriam ajudar as pessoas, e Ramsey interpretou isso como sua vocação divina. Ele simpatizou com a política liberal pelo resto da vida e admirava H. H. Asquith.[26][27]
Ramsey não gostava do poder do governo sobre a igreja. "O establishment nunca foi um dos meus entusiasmos", disse ele, e "não se sentia à vontade com a família real". Ele apoiou a descriminalização da homossexualidade na década de 1960, o que lhe trouxe inimigos na Câmara dos Lordes. E também pediu leis mais fortes contra a discriminação racial.[3][19][25]
Em 1965, deixou os direitistas indignados por declarar que "haveria justiça cristã em usar tropas britânicas para derrubar o regime da minoria branca [de Ian Smith] na Rodésia". Ele também chamou a Guerra do Vietnã de "futilidade" e disse: "É excelente ter a força de um gigante, mas é perigoso comportar-se como um gigante".[19][25]
Como chefe da Comunhão Anglicana, o arcebispo chamou atenção para as guerras civis no Sudão e na Nigéria, preocupado com os conflitos entre muçulmanos e cristãos.[14] Ramsey ainda se opôs às restrições à imigração de refugiados quenianos de ascendência asiática para o Reino Unido, que ele considerava uma traição da Grã-Bretanha a uma promessa. Ele era contra o apartheid e deixou um relato de um encontro muito tenso com John Vorster.[3][14] Em 1970, Ramsey atacou o apartheid, dizendo que ele estava "sendo intensificado por ações mais cruéis" e descrevendo-o como um "abuso de poder às custas de outros".[25] Ele também era um crítico do ditador chileno Augusto Pinochet.[3]
Vida posterior
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Após se aposentar como Arcebispo de Canterbury em 15 de novembro de 1974,[28] ele foi criado um par vitalício três dias depois, como Barão Ramsey de Canterbury, de Canterbury em Kent, permitindo-lhe permanecer na Câmara dos Lordes, onde anteriormente havia ocupado um assento como um dos Lordes Espirituais.[29]
Embora aposentado, Ramsey permaneceu ativo, "um fato refletido na escrita de quatro livros e em inúmeras outras atividades".[2]
Ele foi morar primeiro em Cuddesdon, onde não se adaptou particularmente bem, e depois, por alguns anos, voltou para Durham, onde era visto regularmente caminhando lentamente pela catedral e conversando com os estudantes. No entanto, as colinas de Durham eram bastante íngremes para ele, e ele e Lady Ramsey aceitaram a oferta de um apartamento em Bishopthorpe, em York, feita pelo então arcebispo John Habgood. Eles permaneceram lá por pouco mais de um ano, mudando-se finalmente para o Lar de São João, anexo às Irmãs de Todos os Santos em Cowley, Oxford, onde ele morreu.[3] Ele estava internado com pneumonia brônquica havia várias semanas; Lady Ramsey estava ao seu lado.[25]
Durante sua aposentadoria, ele também passou vários períodos na Nashotah House, um seminário anglo-católico da Igreja Episcopal dos Estados Unidos em Wisconsin, onde era muito querido pelos alunos. Um apartamento no primeiro andar foi designado "Lambeth West" para seu uso pessoal. Um vitral na capela traz sua imagem e a mesma inscrição que está no memorial perto de seu túmulo.[3] Ele chegou a Nashotah em 1976, para ensinar Teologia Ascética.[30]
O funeral de Ramsey foi realizado na Catedral de Canterbury em 3 de maio. Ele foi cremado e suas cinzas foram enterradas no jardim do claustro da catedral, não muito longe do túmulo de William Temple. As cinzas de sua esposa também foram enterradas lá. Na lápide memorial estão inscritas palavras de Santo Irineu: "A glória de Deus é o homem vivo; e a vida do homem é a visão de Deus". Uma capela lateral na Catedral de Canterbury foi posteriormente dedicada à memória de Ramsey, situada ao lado de uma capela memorial semelhante dedicada ao Arcebispo Geoffrey Fisher.[3] Ramsey não teve filhos.[19] Lady Ramsey faleceu em 17 de fevereiro de 1995 e foi enterrada ao lado do marido.[8]
Honras
[editar | editar código]Ramsey recebeu inúmeras honras, foi membro honorário do Magdalene College (desde 1952)[31] e do Selwyn College, em Cambridge, e do Merton College, do Keble College e do St Cross College, em Oxford. Foi nomeado mestre honorário do Inner Temple em 1962; foi curador do Museu Britânico de 1963 a 1969; e tornou-se membro honorário da Academia Britânica em 1983.[2][32] Recebeu títulos honorários de Durham, Leeds (1957),[33] Edimburgo, Cambridge, Hull, Manchester, Londres, Oxford, Kent (1966)[34] e Keele (1967),[35] além de várias universidades estrangeiras,[2] como a Universidade Columbia (1962),[36] a Universidade Luterana do Pacífico (1967)[37] e Sewanee: Universidade do Sul (1978).[38]
Legado
[editar | editar código]O Dr. Sam Brewitt-Taylor, historiador do Lincoln College, Universidade de Oxford, sustenta que “há muito mais trabalho histórico e teórico a ser feito antes que o legado de Ramsey possa ser devidamente determinado”.[39]
O nome de Ramsey foi dado à Ramsey House, uma residência do St Chad's College, da Universidade de Durham. Ele foi membro e governador do colégio.[40] Um edifício também leva seu nome na Canterbury Christ Church University.[41] Ele também deu seu nome ao antigo Archbishop Michael Ramsey Technology College[42] (a partir de setembro de 2007, St Michael and All Angels Church of England Academy) em Farmers' Road, Camberwell, sudeste de Londres.[43]
A Universidade de Durham também mantém a Cátedra Michael Ramsey de Estudos Anglicanos, no Departamento de Teologia e Religião, inaugurada em 2015,[44] e o Michael Ramsey Centre for Anglican Studies, formado em 2016.[45] A palestra anual Michael Ramsey, sobre um tema teológico relevante, é realizada em Little St Mary's, Cambridge, no início de novembro.[46] O Prêmio Michael Ramsey para escrita teológica foi lançado em 2005 e é concedido a cada três anos.[47][48] O Nashotah House Theological Seminary também entrega o Archbishop Ramsey Award a indivíduos que se destacam nas áreas de Eclesiologia, Ecumenismo e Liturgia.[49] Além disso, o Ramsey Hall na Nashotah House foi nomeado em sua homenagem e é uma residência para estudantes e famílias.[50]
Itens encontrados no rio Wear
[editar | editar código]Em outubro de 2009, Maev Kennedy relatou que dois mergulhadores encontraram diversos objetos de ouro e prata no rio Wear, em Durham, que posteriormente se descobriu pertencerem à coleção pessoal de Ramsey, incluindo itens que lhe foram presenteados por dignitários de todo o mundo enquanto era Arcebispo de Canterbury. Não se sabe ao certo como foram parar no rio. Os mergulhadores tinham licença do deão e do cabido da catedral, proprietários das terras ao redor do trecho do rio onde os objetos foram encontrados. A propriedade legal atual dos itens ainda não foi determinada. A catedral planejava uma exposição sobre a vida de Ramsey em 2010 e um novo vitral dedicado a ele pelo artista Tom Denny.[51]
Os dois mergulhadores amadores, os irmãos Gary e Trevor Bankhead, encontraram um total de 32 artefatos religiosos no rio Wear, em Durham, durante um levantamento subaquático completo da área ao redor da ponte Prebends. O levantamento subaquático começou em abril de 2007 e levou dois anos e meio para ser concluído. Os achados foram entregues individualmente ao arqueólogo residente da Catedral de Durham para registrar formalmente onde e quando foram encontrados.[52]
Obras
[editar | editar código]Livros
- The Gospel and the Catholic Church (1936)
- The Resurrection of Christ (1945)
- The Glory of God and the Transfiguration of Christ (1949)
- F. D. Maurice and the Conflicts of Modern Theology (1951)
- Durham Essays and Addresses (1956)
- From Gore to Temple (1960)
- Introducing the Christian Faith (1961)
- Image Old and New (1963)
- Canterbury Essays and Addresses (1964)
- Sacred and Secular (1965) (Scott Holland Memorial Lectures, 1964)
- God, Christ and the World (1969)
- Freedom, Faith and the Future (1970)
- The Future of the Christian Church com Cardeal Suenens (1971)
- The Christian Priest Today (1972)
- Canterbury Pilgrim (1974)
- Holy Spirit (1977)
- Jesus and the Living Past (1980)
- Be Still and Know (1982)
- The Anglican Spirit, ed. Dale D. Coleman (1991/2004)
Obras online
- “Faith and Society: an Address to the Church Union School of Sociology, 1955"
- “Unity, Truth and Holiness” (sem data).
- “Constantinople and Canterbury: A Lecture in the University of Athens" (1962)
- “Sermons Preached by the Most Reverend and Right Honorable Arthur Michael Ramsey, Lord Archbishop of Canterbury in New York City, 1962.”
- “Sermon Preached at Canterbury Cathedral” 1968.
- “Address by the Archbishop of Canterbury to the meeting of the Joint Anglican/Orthodox Steering Committee at Lambeth, 1974.”
- “Charles C. Grafton, Bishop and Theologian,” Lecture at Nashotah House Theological Seminary, 1967.
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